Guerra é ruim, exceto para quem lucra com ela. Para o cidadão comum as notícias sobre a guerra trazem aversão, pois o cidadão comum nada pode fazer para evitar a guerra. No caso da guerra no Iraque o cidadão norte-americano ainda tem uma pequena margem de manobra, que é o voto. Mas para aqueles que nao são eleitores norte-americanos o sentimento de incapacidade é bem maior.

Nas últimas horas foram noticiadas duas materias: a primeira é um relatorio do pentagono negando relacao entre o ex-presidente iraquiano com a rede Al-Qaeda. A segunda é uma declaração do vice-presidente norte-americano Dick Cheney negando o relatório do pentagono e reafirmando a forte ligação entre Hussein e a rede terrorista.

É impressionante como o interesse econômico sobre essa guerra gera um comportamento tão chauvinista como o de Cheney. É revoltante: os argumentos para a guerra dados pela administração Bush aos eleitores era justamente a ligação de Hussein com a Al Qaeda e o argumento de que havia produção de armas de destruição de massa. Ambas mentiras já são evidentes para o mundo todo, mas o eleitor norte-americano menos informado fica confuso quando houve duas informações conflitantes: qual é a verdade afinal? O pentagono está certo ou Cheney? Como toda guerra se estabelece sobre fortes argumentos ideológicos, o negócio da administração Bush será negar as suas mentiras até o fim.

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