O que Resta do Tempo

Assisti a este filme palestino agora: muito non sense. A impressão que tive é que falta uma história, falta roteiro. O filme é uma coleção de esquetes que sempre contam a mesma história: “veja como nós, palestinos, somos humilhados pelo Estado de Israel”.

Gastei duas horas do meu tempo e eu não ouvi, francamente, qual é o lado palestino 🙁

É um filme que deve fazer sucesso com o pessoal de extrema esquerda. Você sabe como é: o “povo palestino” é mais fraco que o Estado de Israel, logo eles não precisam de um bom argumento para serem defendidos.

O filme tem uma boa plástica, um cenário bonito, mas nada que justifique uma simples indicação ao Festival de Cannes. O filme é lamentável, e sua indicação ao Cannes é mais lamentável ainda.

3 Responses

  1. O roteiro na minha opinião fica bem claro, a idéia é justamente obter o impressionismo por meio do absurdo, transformando memórias de família e experiências de vida em retratos da história do povo palestino.

    O filme é auto-biográfico. O diretor é também ator (o senhor que nada fala).

    Realmente retrata a questão palestina de um ponto de vista palestino, mas como poderia ser diferente sendo uma auto-biografia?

    Abs e parabéns pelo blog.

  2. Pensando bem voce esta coberto de razao. O filme mostra sim o lado palestino.

    Me parece que o discurso se volta para a vitimizacao: eu nao concordo com isso. Acho que a sociedade palestina tem grande responsabilidade real pela situacao.

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