Nesta sexta fomos ao Templo Lama e ao Templo de Confúcio. No final do dia compramos passagem de ida e volta para Cheng De, uma cidade ao norte, onde vamos ficar duas noites a partir de domingo.
Depois escrevo algo a respeito dos dois templos de hoje.
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O Templo Lama é um complexo de templos administrado pelo governo. Foi construído para ser usado como residência de um imperador e convertido em templos pelo seu sucessor. O complexo tem templos com características Han, Tibetana, Mongol e Manchu. Para mim só existe distinção daquilo que é Tibetano e o restante que é “chinês”, mas tudo bem.
O que eu acho mais fascinante em um templo não é tanto a beleza dos prédios ou das esculturas, mas sim o movimento dos fiéis. Um bocado de gente visitava o local acendendo incensos se prostrando. Dois senhores e uma senhora pareciam ter vindo direto do Tibet para visitar o lugar. Eles se prostravam na frente de cada divindade, o que pode levar um tempão.
Se o Templo Lama é repleto de fiéis, o Templo de Confúcio tem muito menos visitantes, a maioria vindo com caravana. O Confucionismo foi perseguido durante a Revolução Cultural e finalmente voltou a cena nos últimos dois anos, quando voltou a ser permitido organizações confucionistas, e exibição de estatuas.
É um sistema moral que me parece muito positivo: valoriza a meritocracia, os valores familiares orientais de respeito e ajuda, e trata da moralidade em relação a sociedade. No templo existem estelas com nomes dos classificados em concursos públicos, outras comemorando feitos estatais notáveis, estátuas de Confúcio e discípulos, além de muitas exposições sobre o assunto. Uma ótima iniciação.
Fiquei com vergonha de não ter lido o livro do Max Weber sobre a religião da China, ou a introdução ao confucionismo… Mas eu farei isso no futuro.
PS: comprar passagens foi fácil: tem um guinche com atendimento em inglês
















