Fomos para a cidade de Chengde viajando em um trem que percorre 250km em quatro horas e meia. Fizemos a compra do bilhete de ida e volta na estação central de Beijing em uma bilheteria que atendia em inglês. Durante a viagem foi possível notar como o rio ia ficando gradativamente mais congelado por Chengde é uma cidade mais fria. Por sinal este foi o motivo da dinastia Qing ter construído aqui um resort de verão (bishu shanzhuang, 避暑山庄): para fugir do calor da capital.
A dinastia Qing foi a ultima dinastia chinesa e teve origem manchu, que é a região nordeste da China que faz fronteira com a Coréia e com a Rússia. Sinceramente nós esperávamos encontrar uma cidade pequena, tipo Campos do Jordão, com ruas pequenas, pouca gente… Não foi nada disso. Logo na chegada pode se ver uma quantidade enorme de gruas das construções de torres de apartamentos e escritórios. O crescimento econômico chinês é visível na construção civil. Mesmo o centro da cidade está repleto de construções.
O Ming’s Dinasty Hostel fica a uns dez minutos de caminhada da estação central de trem, e o proprietário foi bastante solicito em nos ensinar como se deslocar por Chengde, quais ruas ir, quais ônibus tomar, onde comer. O celular com mapa e GPS ajudou um bocado também. Pena que a bateria não dura o suficiente, o que vai gerando um baita stress no final do dia
O Palácio de Verão é um espaço gigantesco cercado por muro que envolve uma floresta destinada a caça, no lado oeste, e um lago no sudeste com ilhas e várias construções e jardins. Fora desse espaço murado foram construídos doze templos com propósito diplomático: o imperador fazia uma homenagem a integração dos povos que compunham a China.
Visitamos o Templo Putuozongcheng que é inspirado no Templo Potalaka que fica em Lhasa, capital do Tibet. Construído no alto de uma colina o templo é o mais impressionante de se ver de longe. Além do prédio principal existem vários prédios menores feitos em estilo tibetanos, com janelas em formato de trapézio.
Por toda a cidade encontramos vestígios de neve e gelo: eu achei bem engraçado ter água congelada no chão, mas é importante ter cuidado quando se está andando para não escorregar. Como estamos andando de bota o perigo de leva um tombo é menor. Uma diferença com Beijing é que aqui é mais comum as pessoas ficarem olhando para mim por conta da minha aparência. Em geral ficam olhando fixamente, alguns olham sorrindo e um ou outro arriscam um “hello”. E olha que nem estamos em uma cidade pequena.
Fomos jantar em um restaurante de churrasco. Parecia churrasco coreano. O menu estava em chinês, mas as fotos ajudaram bastante. Só não conseguimos pedir verduras, pois não tinha foto de nenhuma delas. Um dos garçons vinha até a nossa mesa e ria da cara da Ana Paula quando via que ela não conseguia arriscar uma só palavra em chinês. A coca cola veio sem gelo. Aliás, é bem raro alguém servir bebida mais gelada que a temperatura ambiente. Por exemplo, quando a gente sai de manhã do hostel com alguma garrafa de chá ou de água a gente fica andando por, digamos, uma hora e pronto: temos bebida gelada
Tomar banho a noite foi uma experiência e tanto pois o banheiro fica fora do quarto e é preciso atravessar o quintal de uns 25 metros, sem cobertura, para tomar banho. Não é tão ruim quanto parece, mas dá muita raiva chegar lá e descobrir que se esqueceu a escova de dentes no quarto. Eu acho que no início da noite estava fazendo perto de zero grau.















Da hora a coca-cola rs
Hahaha! Adorei a garrafa de coca-cola!
PS: Não vai congelar o pingulim por aí. Bjs!