Antena Nikiti

Literatura

Dia desses vi um anúncio da Folha de São Paulo com a promoção dos livros de literatura. Todas as quintas-feiras quem comprasse o jornal tinha a opção de adquirir um livro de literatura. Durante o comercial vários alunos repetiam como uma ladainha: “literatura todas as quintas na folha! Não dá pra não comprar, não dá pra não ler, não dá pra não aprender.” Como leitor da folha e breve-futuro-possível-vetibulando pensei: beleza! Vou comprar a folha e ainda saio com o livro. Acontece que eu sempre leio a Folha via Web, e ainda não tinha sacado a dificuldade de comprar Folha aqui em Niterói. Resultado: Melon percorrendo as bancas de jornal de Icaraí repetindo a seguinte ladaínha: “Não dá para encontrar, não dá para comprar, não dá para ler, não dá para aprender, etc…”. Pouco tempo depois soube que o Estado de São Paulo estava fazendo, por acaso, uma promoção semelhante às sextas-feiras com livros de literatura também. Ok. Como estou no Rio e eu ainda não li nem um décimo dos livros de literatura de minha mãe resolvi deixar pra lá. Agora um certo jornal carioca chamado O Globo também anunciou promoção similar. Difícil é saber quem teve a idéia inicialmente, mas não importa. No O Globo o livro sai às terças e a coleção terá 20 volumes. Acho que vou comprar. Se eu encontrar para vender, é claro. Só não sei porque esses macanudos ainda não resolveram fornecer os livros pela internet. Ia ser um tal de neguinho passar disquete pro outro copiar na casa do colega… Quem sabe essa não seja a próxima promoção da MelOnLine?!

Camporee em Governador Valadares

Nessas férias escolares fiquei boa parte do tempo trabalhando em cima da MelOnLine. Para não dizerem que sou um bitolado e que não saio da frente do micro, resolvi ir à um acampamento em GV (Governador Valadares-MG). Saímos sábado à noite, dia 26. O Camporee é um acampamento bem grande. Haviam clubes de desbravadores do Rio, Minas e Espírito Santo. Quatro mil pessoas no total. A cidade é bonita; bem arborizada, com um comercio bom… Não parece, mas ao que tudo indica é de lá que veio um dos primeiro vírus brasileiros: o Leandro and Kelly. Ao examinar o código do danado era encontrada a seguinte frase: “Leandro and Kelly: Governador Valadares – MG”. E este foi um vírus que deu bastante trabalho a conhecidos meus. Já desinfetei meia dúzia de discos com o tal vírus. Certa vez durante uma feira o pessoal da IBM se gabava: só há notícias de um vírus que conseguiu infectar o OS/2: Leandro and Kelly!
O Camporee foi bom. Infelizmente eu tive uma gripe seguida de uma forte febre. Não deu para aproveitar. Pra falar a verdade não conheci ninguém lá. Só cumprimentei velhos amigos, como o Wendel de Vitória, meu colega de corredor no colégio interno ano passado (nerd). Esse mês ainda vou pôr as fotos do acampamento no site do nosso clube (Clube Araribóia).

Fórum e Opine!

Foram abertos na MelOnLine mais dois serviços: o Fórum de discussões e a homepage de pesquisas Opine!. Ambos projetos usam a tecnologia Cold Fusion. No Fórum é possível escolher o assunto de seu interesse e ler livremente as mensagens previamente postada por outros usuários. Para acrescentar uma nova mensagem basta escrevê-la num e-form. A mensagem é atualizada imediatamente sem nenhuma espécie de censura, garantindo assim um espaço livre e democrático. A homepage Opine! traz uma série de questões polemicas e divertidas. As duas homepages ainda estão em fase de teste e principalmente o fórum deve sofrer algumas alterações, mas o espaço já está aberto à discussões.

Take Over

No início desse mês eu me preparava para sair do trabalho quando resolvi ligar o mIrc a fim de deixá-lo fazendo publicidade para a MelOnLine (Melon spawmer!!!). Quando entrei no #Brasil reparei que não havia mais ninguém no canal e que um @ resplandecia à frente de meu nick :))) Logo chamei os outros macanudos da Vianet para me ajudar no takeover do canal: Magrinho, Rodrigo e Livehell. Além dos ops só haviam mulheres no canal; até porque os demais eram invariavelmente kickados do canal (que maldade, não?). A Vanessa também nos ajudou no takeover do #Brasil e do #Niteroi.
A certa altura do campeonato, quando chegavam os ops, nosso trabalho era grande: tínhamos de kická-los antes que eles tirassem nosso op. Caem: Melon, Magrinho e Livehell. Rodrigo kicka o op registrado e devolve o nosso op. Caem Livehell, Rodrigo e Magrinho, e Melon kicka o op registrado e devolve o op pra galera. Uns 15 minutos após o início da bagunça conseguiram banir o “povinho” do op do #Brasil. Mas tudo bem! O #Niteroi continuava na mais santa ordem. Por incrível que pareça!

Atualização da Phill Melon’s Room

Enfim consegui atualizar minha homepage pessoal que está em construção. Eu tinha scaniado uns quadros de minha autoria mas infelizmente houve um probleminha com os arquivos JPGs. Só coloquei uma paisagem pastel 🙁 Na área de poesias eu selecionei algumas poesias minhas, duas poesias de meu pai além da poesia do cume que aprendi quando estava na 7ª série. Entre as poesias de minha autoria encontra-se a mais recente: “Flor do Láscio”, datada de julho deste ano. A identidade da infeliz destinatária eu deixo oculto… quem sabe eu não o revele em meu livro de memórias póstumas?…

Flor do Láscio

Ó pequena flor do láscio,
Pequena e delicada.
Que te abrem as pétalas,
Colo opulento e ofegante
Revela pois feminilidade,
Miríades e miríadas.

Faço-lhe, porém, descaso,
Mas me dás afeto.
Dou-lhe o gelo,
E me volves fogo.

Phill Melon
Niterói, 4/7/97

Acampamento de Líderes

Entre os dias 20 e 22 participei de um novo acampamento. Dessa vez com o Clube de Líderes do Clube de Desbravadores Araribóia em Braçanã. Ficara combinado de nos encontrarmos no terminal norte com mochilas e bolsas. Eu particularmente levei uma mochila um tanto pesada, mas suportável para uma caminhada de uma ou duas horas. Além disso dividíamos barracas e uma pesada bolsa com o alimento. Chegamos à entrada de Basílio e começamos a caminhada em direção à Braçanã (local do acampamento). Infelizmente nosso guia distraiu-se e pegamos o caminho errado, de forma que acabamos por andar entre 20:30 até 1:30 sem sucesso. Perdidos à noite nos vimos obrigados à armar acampamento em um terreno qual julgamos ser bom. Obviamente as pessoas estranharam aquele acampamento; alí; mas nós estávamos cansados, fazer o quê? No dia seguinte soubemos que a fazenda ao lado tinha sofrido invasão de sem-terra a cerca de um mês (não, não fomos nós). Felizmente encontramos o caminho do acampamento no dia seguinte; até conseguimos uma carona. Fizemos estudo de artesanato indígena, pegada de animais e observação das estrelas. À noite ainda fizemos uma fogueira para esquentar o marshmelon, que aliás estava todo mole devido aos maus tratos da viagem. Antes de voltarmos ainda batemos uma bolinha com o pessoal de Braçanã. Na volta conseguimos uma carona em um utilitário; ‘inda bem! Eu ‘tava morto : )

Notas Falsas

Outro dia vi de relance uma matéria sobre notas falsas, mas desinteressado, não assisti. Pois é: hoje mesmo eu organizava algumas notas em minha carteira quando reparei algo estranho naquela nota de R$1 mais nova; o número 1 das costas era ligeiramente mais clara que das outras duas. Curioso, passei a examinar melhor a nota, e ao procurar a marca d’água! Ué! Cadê a marca d’água?! Pois é. Não haviam nem marca d’água nem a tal fitinha preta. Haviam até as fibras coloridas, o número de série, etc., mas a marca d’água e a fitinha, nada. Eu tinha em minhas mãos uma legítima nota falsa (eheh). Guardei a nota dentro de um baúzinho onde mantenho uma coleção numismática nacional (não é todo dia que se encontra um nota falsa, né?) Acontece que eu sinceramente nunca tive medo de notas falsas aqui no Brasil, mas a estabilização econômica abriu espaço a esse tipo de crime. Com Cruzeiros só se lavava notas ao se esquecer aquele troco da padaria no bolso da calça, eheh.

John Haggai

Domingo, dia 29, eu havia me comprometido de levar um original para a confecção do novo uniforme do Clube de Desbravadores ao Mário, nosso diretor. Apesar do jogo final da Copa América com o Brasil eu fui à igreja a fim de lhe entregar os originais. No caminho, senti vontade de assistir na Primeira Igreja Batista de Niterói, mas como tinha meu compromisso com Mário, fui à minha Igreja Adventista. Chegando lá cumprimentei meu amigo Fabinho e o convidei a irmos juntos à Igreja Batista. Entregamos os originais assim que Mário chegou e fomos à Igreja Batista, onde nos sentamos no meio da igreja.

À cerca de três anos atrás meu pai presenteou a mim e a meu irmão dando a cada um o livro intitulado “Seja Um Líder de Verdade”, de John Haggai. Esse livro é muito rico em experiências, e ensina a liderança por meio de 12 princípios tidos como básicos para um líder. Apesar de ficar claro no livro que John era um líder cristão, não havia menção de qual era a religião de John Haggai. Tive vontade de conhecê-lo, mas não tinha nem idéia de como ou aonde. Ele também menciona no livro um instituto fundado por ele próprio e 1969, o Instituto Haggai, de Singapura. Hoje o Instituto Haggai já treinou cerca de 27000 líderes de quase trinta religiões de 142 países, e esses líderes já treinaram mais de 2 milhões de pessoas.

Eu e Fabinho cantávamos animados os hinos da igreja batista. Logo a seguir houve alguns batismos e ouvimos ainda ao lançamento de um CD. Até então já havia se passado pouco mais de uma hora, e Fabinho me pediu licença para se retirar, pois já estava tarde para ele. Continuei a assistir o programa. Cantamos algumas músicas tradicionais do hinário “Cantor Cristão” e ouvimos o coral até que o orador da noite foi anunciado, e quão surpreso estive em saber que John Haggai iria dirigir a palavra naquela noite. Ele, e mais outros companheiros do Instituto Haggai vieram ao Brasil em ocasião do Congresso de Liberdade Religiosa. Realmente foi uma coincidência muito feliz tê-lo encontrado sem ao menos saber que ele estava no Brasil. Ele falou sobre liderança cristã e usou a história dos reis israelitas como ilustração. Ao final do culto fiz questão de cumprimentar os membros do Instituto Haggai e também o Pr. Haggai. Quando disse que era filho de pastor adventista, e que eu lia seus livros há três anos e que estava ali na igreja por acaso ele se admirou. — “Quantos anos você tem?” — Ele me perguntou. —”Dezesseis”, respondi e seu semblante novamente se mostrou um tanto admirado; talvez por não ter passado por sua cabeça que um jovem de 13 anos lesse seu livro sobre liderança. — “Aquele livro é fruto de décadas de experiências minha, e você está tirando proveito delas desde então. Que bom!” Antes de voltar para casa troquei email com o seu secretário, John Bachman, que me prometeu enviar o endereço da homepage após tirar uma foto comigo e Hernando Alvin, também do Instituto Haggai.

Situação Viária de Niterói

Outro dia voltava do centro de Niterói em um dos ônibus da viação Ingá quando, ao passar em frente ao supermercado Sendas o nosso ônibus atropelou “de leve” um mendigo. O transeunte saiu gritando de dores enquanto um rapaz repartia sua atenção entre atender o atropelado e xingar o motorista. O motorista, indiferente, disse que era tudo teatro do desocupado, e saiu rindo, dirigindo em direção à praia. É claro que os passageiros ficaram um tanto pasmos diante da insensibilidade do motorista do ônibus. Para completar o trocador disse em meio a risadas: — “Pô, fulano! Porquê você não deu uma batidinha que nem ‘cê fez hoje de manhã?”

Outro dia ouvi um amigo dizer, numa dessas conversas de bar, que as empresas de viação em Niterói fazem jogo com o prefeito Roberto da Silveira (ou seria Roberto da Sujeira?); ou você acha que não tem nada a ver o fato da prefeitura receber generosas doações das empresas de ônibus, e essas mesmas empresas não sofrerem multas ou vistorias? Quando vim morar aqui em Niterói ouvi falar que a cidade era bem colocada num suposto ranking de melhores cidades brasileiras. Concordo que a cidade é bem organizada e tudo o mais, porém ainda não entendo como uma cidade com um sistema viário nessa situação pode ser considerada 3a ou 4a melhor cidade brasileira. Melhor em quê? Sinal de que ou o tal ranking não foi feito com seriedade e honestidade, ou eu que não entendo de cidade boa de se morar, não é mesmo? O terminal norte, apesar de útil e importante, foi feito, ao meu ver, em medidas exageradas e faraônicas, sendo mau aplicado o dinheiro do contribuinte. Uma vergonha!