Ubuntu 8.04 LTS

Ontem de noite comecei a atualização do meu Ubuntu 7.10 para a versão nova que saiu ontemd e manhã, a versão 8.04 LTS. Precisei baixar cerca de 1.3 Gb de dados para realizar a atualização que ocorreu muito bem. Até o momento não percebi nenhum perda de dados ou configurações. As impressoras que eu tinha instalado continuam lá e meu ambiente gnome continua com a mesma aparência de antes. Meu teclado brasileiro não teve problemas de configuração, como li em outro blog que relatou a instalação do 8.04 RC por boot de CD…

Não gostei quando soube que viria a versão beta do firefox 3, mas a versão parece estável, e ainda busca as informações de proxy direto do sistema, o que é um ganho para mim que configuro proxy duas vezes por dia.

Uma coisa que não gostei foi ele ter retirado o VMWare que eu tinha instalado. Ele me perguntou se eu queria tirar algumas bibliotecas perdidas onde constava o vmware, e achei melhor tirar e instalar novamente depois da instalação. Foi uma precaução minha, portanto.

No asf@web já saiu um post sobre a atualização do sistema. O Antonio Fonseca também não encontrou problemas na atualização. Aguardo o relato de outros colegas usuáriod e ubuntu, como o Elcio que também estava se arriscando ontem ;)

Celular Sem Operadora

Telefone celular com capa de bananaOntem o Sergio Amadeu escreveu em seu blog um post com um título tentador: “Celular Sem Operadora: Seria Viável a Gratuidade na Comunicação?”. Trata-se de uma idéia que o próprio Sérgio Amadeu já tinha levantado anteriormente ainda que de forma um pouco diferente. Na matéria que publicou ontem ele descreve uma comunicação que seria feita entre o telefone celular e uma rede sem fio pública, oferecida pelo Estado. O Estado ofereceria acesso gratuito ao cidadão que possui um celular com capacidade de se conectar a internet e as ligações seriam feitas sem custos para outros celular ou computador também ligado a internet.

Hoje em dia os celulares com tecnologia suficiente para realizar tal proeza em wi-fi não sai por menos de R$ 950,00 sem o subsídio da operadora de celular. Em outras palavras, se depender do custo de mercado hoje somente uma faixa bem restrita de cidadãos poderia se beneficiar de um serviço como esse. Mas algum dia no futuro os celulares poderão vir com esse recurso por um preço realmente acessível.

Mas o que me chamou a atenção mesmo na matéria foi a seguinte provocação do Sérgio Amadeu:

Aí vêm a turma do Kptal perguntando: quem paga? é gratuito?

Trabalhador usando telefone celularVou responder como colega: ainda que eliminássemos a moeda das relações sociais o oferecimento de tal rede geraria trabalho humano. E quem deveria trabalhar para que todos usufruam do serviço?

Agora com termos um pouco menos marxistas: para montar uma rede dessas, manter o link e os equipamentos em funcionamento é necessário dinheiro. Se esse dinheiro for pago pelo Estado então ou sobrará menos dinheiro para outros serviços públicos ou o contribuinte pagará mais dinheiro ao Estado. Qualquer explicação diferente é quimera. O fato que o dinheiro do Estado que deve ser utilizado para oferecer transporte, saúde e educação passaria a ser gasto também com comunicação.

Agora eu devolvo a bola: é justo que o Estado e o contribuinte custeie a comunicação do cidadão? Minha opinião é que é injusto, pois o maior beneficiário hoje seriam os mais ricos, e eu acho injusto o Estado beneficiar aos ricos em detrimento dos mais pobres.

Bolsinhas de CD

A Micro$oft andou distribuindo CDs por aí com uns live qualquer coisa: nada que não seja distribuido por download na internet. Eu recebi os dois CDs que estão na foto do lado: um no Campus Party (o que não se faz por um capuccino grátis, hein Vinícius?), e outro veio com uma revista. Um colega meu que usa linux recebeu um destes CDs junto da sua assinatura da revista, e me perguntou o que ele deveria fazer com o disquinho.

A minha irmã Sandra tem uma ótima sugestão no blog dela: bolsinhas de CD a Yohanah já está usando a bolsinha dela que a tia fez ;)

Bolsinha de CD

Se você tiver uma outra sugestão do que fazer com esses CDs promocionais chatos deixe o seu comentário aqui.

Celular do Skype é lançado e permite ligações de graça

Um avanço interessante esse telefone celular que permite usar o skype [veja a notícia no Estadão].

O problema é que para usar o skype é necessário assinar internet no celular, e isso tem preço. Até aí tudo bem. Uma vez assinante você pode falar a vontade para outros usuários do skype. Ligações para telefone fixo não podem ser feitas pelo telefone com o skypeout. Ou seja, se fizer uma ligação local, interurbana ou internacional, o que vale é a tarifação da sua operadora, pois o skypeout está desabilitado.

O ideal seria um skype que pudesse ter skypeout e skypein. O skypout permite ligações a preços baratos para telefones convencionais, e o skypein é uma linha fixa que pode ser alugada por um ano a R$80,00.

Note que a tecnologia para utilizar skypein e skypeout estão presentes no telefone, porém bloqueadas. Sabe qual é o problema? O problema esbarra são as operadoras de telefonia, que não estão dispostas a perder terreno para o voz sobre ip (Voip). Mas um dia vão perder. É uma questão de tempo.

Ubuntu Novo

Eu uso Ubuntu linux e neste sábado fiz a migração para a nova versão, a 7.10. Estava com medo de atualizar, pois a última atualização que fiz não deu muito certo, e alguns programas pararam de funcionar, mas eu confesso que fiz a atualização no processo “next man”, clicando nas opções sem ler quase nada.

Para atualizar meu ubuntu da versão 7.04 para a 7.10 foi necessário baixar uns 900Mb de pacotes e a instalação foi interrompida com diversas perguntas sobre manter ou não arquivos de configuração do apache, e outros módulos (o que achei chato, mas necessário).

Aparentemente tudo está correndo bem: minha experiência foi positiva. Só notei que o tema da janela de início de sessão do gnome ficou bagunçado (é um tema personalizado).

skypecast

Hoje tive de fazer uma reinstalação de meu ubuntu, o que inclui backuop dos arquivos em outro micro e toda a chatice. Enquanto esperava os arquivos serem copiados, dei uma olhadinha nos skypecasts, que são salas de bate papo do skype. Muito interessante.

Entrei numa sala de gente cantando música e dei a minha contribuição cantando Djavan a capela. Djavan é um dos poetas contemporêneos que eu mais respeito. Pena que ninguém entendeu a poesia. Só ficou a minha voz tosca cantando pra gringo. Mas bem que no finalzinho ouvi alguém falar obrigado, em português do Brasil :)

Se

Você disse que não sabe que não
Mas também não tem certeza que sim
Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe que eu só penso em você
Você diz que vive pensando em mim
Pode ser
Se é assim
Você tem que largar a mão do não
Soltar essa louca, arder de paixão
Não há como doer pra decidir
só dizer sim ou não
Mas você adora um se…
Eu levo a sério mas você disfarça
Você me diz a beça e eu nessa de horror
E me remete ao frio que vem lá do sul
Insiste em zero a zero e eu quero um a um
Sei lá o que te dá, não quer meu calor
São Jorge por favor me empresta o dragão
Mais fácil aprender japonês em Braille
Do que você decidir se dá ou não

Os plugins que eu utilizo no eclipse

Eu utilizo o eclipse wtp europa que possui todos os plugins que eu preciso. Esta versão do eclipse pode ser baixada por este link:

Versão para o Windows
Todas as versões, inclusive linux e Windows

O eclipse wtp europa é a consolidação de diversos plugins. Com ele dá para programar em java, editar qualquer arquivo xml, arquivos jsp e sql. Existem uma perspectiva que permite a conexão com qualquer banco de dados jdbc, e a partir daí posso rodar queries sql simples. Para tarefas mais exigentes eu utilizo um programinha externo chamado Squirrel SQL. Prefiro utilizar o wtp com o Squirrel ao plugin quantum, que também é um bom plugin.

Dificilmente eu trabalho com o hibernate. Quando isso acontece eu utilizo um segundo plugin para o eclipse que é o hibernate tools, do grupo jboss. Fora isso não instalo nenhum plugin. É comum o eclipse ficar instável após a instalação de muitos plugins. Por isso eu prefiro uma instalação mais enxuta que normalmente se limita ao wtp.

Um outro plugin que muitos colegas usam é o sysdeo. O papel desse plugin é iniciar e derrubar o tomcat e facilitar o debug. Eu não gosto nada nada desse plugin, e prefiro fazer o debug dispensando o uso de quaisquer plugins. Para fazer isso, veja esse link: .

Por fim, existe o plugin para o struts chamado Easy Struts. Esse plugin dá uma visão gráfica do struts-config.xml. Eu deixei de utilizar o plugin assim que eu entendi como funciona o xml, porque eu sempre achei, e continuo achando que o struts-config.xml é uma aberração da natureza. Agora com o struts 2 ficou bem mais fácil de mapear as ações, e eu não sinto necessidade alguma de plugin.

Bem, esses são os plugins que eu utilizo ou que já utilizei no eclipse.

Proteções e travas na TV digital brasileira

Primeiro o ministro das comunicações, Hélio Costa, argumentou contra a proteção contra gravações no sinal aberto de tv digital acusando-o de inconstitucional. Hoje o mesmo ministro mudou de discurso após um almoço.

Inconstitucionalidade é uma questão muito séria. Agora o ministro se encontra em uma posição que eu desconfio muito. Ou ele foi incompetente e errou quando disse que o bloqueio era inconstitucional, ou existe alguma motivação econômica para a mudança de opinião repentina.

Se o governo planeja regulamentar uma TV digital cujo sinal aberto possui bloqueio de gravação e este bloqueio é inconstitucional, o único argumento que poderia ser utilizado é a colisão com outra regra constitucional, o que aliás não foi o caso. Pelo que entendi na matéria da Folha de S. Paulo, o argumento do ministro é de que os negócios da indústria de entretenimento poderiam ser prejudicados.

Resumindo: o ministro aceita ferir os direitos constitucionais da maioria em função da minoria. Isso não é governo do povo.

Leia mais na Folha de S. Paulo.

Hotdeploy no tomcat

Voltei a acreditar no hotdeploy do tomcat.

O tomcat tem o recurso de deploy de aplicativos com o tomcat rodando. Isso economiza muito tempo de desenvolvimento, pois o processo de ligar o tomcat pode demorar bastante tempo. Acontece que quando algo de errado acontece vários problemas imprevisíveis se propagam, consumindo tempo de desenvolvimento (a toa). É por este motivo que a maioria dos desenvolvedores java que conheço sempre desligam o tomcat para realizar um novo deploy. Além de chato é ineficiente.

Descobri que este problema é mais comum no Windows. Vou explicar o porquê. Quando um deploy é feito com um arquivo war, o seu conteúdo é descompactado na pasta webapps, e um arquivo de configurações xml é criado na pasta conf do tomcat. O processo de undeploy apaga o xml, o arquivo war e toda a pasta do context. Até aí tudo bem.

É comum, também, abrir com um navegador de pastas e arquivos, como o Windows Explorer, a pasta do contexto que se está desenvolvendo para verificar se está tudo correto, ou mesmo para atualizar arquivos jsp, por exemplo. Aí que está o problema. Se no Windows um arquivo fica aberto em um notepad, por exemplo, toda a estrutura de diretórios fica presa pelo processo do notepad, e o tomcat falha ao tentar efetuar o undeploy. Parte dos arquivos são apagados, e outros tantos ficam para trás.

Depois de um processo de undeploy falho como este o context não estará mais disponível para consulta no seu browser, mas se o mesmo context for reinstalado com um deploy, é bem provável que problemas estranhos surjam. Conheço gente que faz um undeploy no tomcat, um clean no projeto do eclipse, outro clean no ant, fecha o tomcat, abre o tomcat e finalmente faz o deploy. Outros, menos superticioso se contentam em fechar e abrir o tomcat. Chamo este processo, tanto o completo quanto o resumido, de macumbate. Uma espécie de padrão no desenvolvimento java para web.

No meu linux eu não tenho este problema. Dificilmente fecho o tomcat, e quando o faço é porque preciso atualizar alguma biblioteca do common/lib ou porque já fiz algumas dezenas de deploy e ocorre um problema de espaço em memória (PermGen).

wi-fi na cabeça

Faz algumas semanas que eu tenho dor de cabeça como nunca tive antes. Chego a levar comprimidos comigo todos os dias. Hoje quando abri meu leitor de feeds vi a seguinte notícia no blog da Débora Fortes da Info:

Londres vive o pânico do Wi-Fi

A principal acusação contra o wi-fi é justamente, vejam só, a dor de cabeça. Sou particularmente refratário a este tipo de coisa. Nos estados-unidos é muito comum as redes de televisão, especialmente a abc, distribuir medo a todos, como bem demonstrou Michael Moore no seu premiado “Tiros em Columbine“. Aliás as notícias do medo estariam, segundo Moore, associadas a cultura protestante dos imigrantes europeus.

Por isso eu vou preferir a minha postura cética que escolhi espontaneamente ao longo dos anos e deixar meu wi-fi ligado. Vai ficar ligado pelo menos até algum estudo sério provar que ele faz mau a saúde. Uma explicação muito mais factível para a dor de cabeça é o estresse, a alimentação e a falta de consumo de água pura (e não aquelas águas que a Bárbara falou em seu blog) em quantidades adequadas. Depois de arrumar isso e continuar a ter dores de cabeça eu posso pensar em desligar o wi-fi, certo?