Cássio Navarro

Reunião do Esquerda pra Valer na Assembleia Legislativa

Semana passada saiu uma matéria no Diário Oficial do Estado de São Paulo de uma reunião do Esquerda pra Valer, onde foi tratada a questão da reforma eleitoral pelo Dep. Bruno Covas. Os deputados Samuel Moreira, líder do PSDB, e o deputado Cássio Navarro também prestigiaram o evento.

Matéria do Diário Oficial sobre a reunião do Esquerda pra Valer
Matéria do Diário Oficial sobre a reunião do Esquerda pra Valer

Como sou primeiro secretário do Esquerda pra Valer eu fiz uma ata do evento. Como toda ata oficial tem aquelas minúcias chatas, mas é o que manda o protocolo:

Reunião do Esquerda pra Valer no Auditório Teotônio Vilela ocorrido em 10 de março de 2009 às 19:30.

Fernando Guimarães inicia os trabalhos falando do papel que o grupo do Esquerda pra Valer teve na discussão política e a participação na formação ideológica do PSDB e do Brasil. A institucionalização do grupo é um importante passo que deve ser alcançado emb reve. Leu a programa previsto para o II Diplomado em política que o Esquerda pra Valer deve promover neste ano de 2009. Solicitou a todos os presentes que preenchessem as fichas cadastrais distribuídas no evento. Incentivou a discussão de teses para influenciar ideológicamente o PSDB.

Dep. Cássio Navarro compõe a mesa se colocando a disposição do Esquerda pra Valer, grupo com o qual declarou ter imensa identificação. Cássio Navarro lembrou da atuação do movimento no Congresso Estadual do PSDB de Praia Grande, onde o grupo encaminhou 45 teses das quais 41 foram aprovadas em votação e passaram a fazer parte do programa do PSDB.

Fernando Guimarães lembrou do evento de Praia Grande e pediu a todos os membros do Esquerda pra Valer que ajudem na mobilização de novos membros.

Rodrigo Chame, do Rio de Janeiro, sugeriu que se fortaleça o Esquerda pra Valer fora do estado de São Paulo, convidando personalidades de outros estados para participar de eventos do grupo, e citou a título de sugestão os nomes Yeda Crusius (RS) e Aécio Neves (MG). Fernando Guimarães observou que também existe uma preocupação em chamar membros de outros partidos ou intelectuais que não mantenham ligação com partidos políticos.

Dep. Samuel Moreira, líder do PSDB, compõe a mesa às 20:20h e agadece o convite do deputado Bruno Covas e observa que a atuação parlamentar não se limita somente a representação, a propostas de leis e busca de novos recursos, mas passa também pela formação ideológica que é um instrumento indispensável para uma atuação como oposição hoje. Segundo o líder do PSDB na Assembleia paulista o PSDB poderia exercer o seu atual papel de oposição no governo federal de maneira melhor se houvesse um aprofundamento nas discussões de suas bandeiras e ressalta que a juventude é um segmento importante nessa discussão. Por fim se põe a disposição do Esquerda pra Valer, em especial com a disposição para o debate sobre o voto distrital.

Dep. Bruno Covas compõe a mesa e lembra das dificuldades que a militância jovem enfrentava para encontrar espaço para discução e inicia uma exposição sobre a reforma política. A bancada do PSDB não possui, hoje, uma indicação clara sobre o assunto de forma que muitas vezes as decisão da bancada são recebidas com surpresa por quem não participa do processo de discussão.  Obervou que o parlamentarismo é uma peça fundamental do PSDB que não tem sido   defendido a contento. Em relação ao pacto federativo, ressaltou que a distribuição tributária hoje concentra muitos recursos na União que recebe cerca de 65% dos recursos, contra 25% que vai para os estados e somente 10% para os municípios. A compentência de legislar também apresenta uma séria distorção, pois o estado hoje tem um espaço de atuação limitadíssimo. Apesar de existir urgencia de criar novas leis, essa necessidade de novas leis fica presa no gargalo do Congresso Nacional, enquanto as Assembleias estaduais são entidades ociosas, em função dessa distorção. Um ponto muito negativo do atual sistema político é a atual lista aberta, onde os candidatos concorrem especialmente com os candidatos de seu próprio partido, enfraquecendo o partido político. As coligações fazem com que os votos dados a um candidato de uma partido A ajudem candidatos de um partido B, processo que na maioria das vezes o eleitor não tem ciência. A reforma para uma lista fechada traria maior transparência pois o eleitor saberia exatamente quais candidatos seriam beneficiados com o voto. O financiamento público de campanha também foi levantado como um aspecto positivo, desde que implementado junto à lista fechada. O financiamento público diminuiria a má influência do dinheiro privado, que distorceria os interesses políticos, mas só pode funcionar adequadamente se a lista for fechada. O deputado Bruno Covas se colocou favorável à manutenção da obrigatoriedade do voto que ele considera ser a obrigação mínima de todo cidadão. Defendeu ainda o fim do suplente de senador e chamou a todos para dar continuidade ao debate dentro do PSDB.

Zé Rubens sugere discutir as PECs de Arnaldo Madeira que trata do financiamento público e de Mendes Thame que trata do sistema distrital misto. Sugeriu ainda a criação de uma comissão de habitação dentro do Esquerda pra Valer.

Fernando Chubaci elogiou a inovação na forma de mobilização para a atuação política e lembrou que a campanha do Obama foi marcada pela inovação e uso de linguagem acessível e citou o serviço MeuDeputado.org.

Miotto observa que as propostas de reforma política são propostas orgânicas e por isso devem ser analisadas em conjunto.

Antonio Carlos de Freitas Jr.  convida para participação em conferência de educação e declara apoio da Juventude Estadua do PSDB ao evento II Diplomado em política.

Caio enfatiza o papel educativo do Esquerda pra Valer. Propõe fazer congresso propositivo com a sociedade.