China

2012.03.26 Viagem de trem de Nanjing para Hangzhou

Fizemos questão de comprar uma passagem de trem no melhor tipo de trem que tem por aqui. Fora o maglev que faz o centro de Shanghai até o novo aeroporto, o trem tipo G que pegamos hoje deve ser o melhor. Chegamos a fazer 300km por hora. Nesse trem tinha a descrição de primeira e segunda classe. Fomos na segunda classe, mas estava acima de qualquer padrão dos trens que pegamos. Ufa, que bom!

Continuar a ler

2012.03.25 Hanami em Nanjing e a tumba do 1o. imperador Ming

Chegamos a Nanjing cansados de tanto andar nas cavernas de Longmen e cansados de viajar em um trem que não era muito bom. Fomos de metrô até o hostel que escolhemos pela internet. Encontrar hostel usando as indicações que os próprios hostels colocam no hostelworld é uma aventura. Por algum motivo nenhum, NENHUM, hostel coloca o nome do hostel ou da rua em chinês. Ao invés disso é colocado o nome e o endereço com letras latinas. O resultado é que fica difícil encontrar o endereço tanto para quem sabe quanto para quem não sabe chinês. Todos os hostels eu encontrei essa dificuldade.

Continuar a ler

2012.03.24 A Cavernas de Longmen

As cavernas de Longmen são o grande atrativo desta cidade. As cavernas são da época em que Luoyang era capital de uma dinastia chinesa. Naquela época era costume entalhar estátuas a beira de um rio. Antes da capital se mudar para Luoyang as cavernas também eram feitas, em Datong. Com o risco de invasão bárbara a capital mudou para o sul e as cavernas começaram ser feitas aqui, em Luoyang.

Continuar a ler

2012.03.23 Viagem de Xian para Luoyang

Hoje pegamos um trem para Luoyang. Compramos o ticket na hora e por isso não conseguimos lugar no trem mais rápido, e também tivemos de sentar nos lugares chamados “hard seat”. Na verdade a diferença entre o hard seat e o soft seat não me pareceu ser a moleza ou dureza do banco, mas sim o espaço que se tem na poltrona. Como o hard seat é um pouco mais barato o vagão também fica bem cheio. Talvez seja um eufemismo para primeira e segunda classes. Não sei. É um chute meu, talvez movido pelo preconceito de se estar em um país comunista.

Continuar a ler

2012.03.22 Pagode do Ganso Grande e Museu de Xian

Ao sul do cidade tem um pagode do ganso grande dentro de um parque bom de se passear. Fizemos a volta pelo pagode, mas não nos interessamos de entrar para ver as exposições. Depois de muitos dias vendo exposições é natural você ficar insensível. É impossível absorver muita informação histórica, então passeamos olhando o pagode meio de longe, as fontes de água e as barraquinhas turísticas. De noite tem um show das águas, mas faltou pique para voltar de noite aqui…

Continuar a ler

2012.03.21 Guerreiros de Terracota

O primeiro imperador da China construiu um exército enorme de guerreiros de terracota para que fossem enterrados junto dele. Cada guerreiro tem uma feição diferente, uma posição única. O mausoléu do imperador, naquela época, costumava ter uma montanha erguida sobre a tumba, o que formava um pequeno monte. É engraçado notar uma leve semelhança entre os ritos funerais do faraó egípcio e do imperador da China, mesmo sendo civilizações que não deviam manter contato algum: enterrar jóias, o que me parece bem normal para qualquer cultura, levar um exército para a outra vida e erguer um monte ou uma pirâmide em cima.

Continuar a ler

2012.03.20 Floresta de Estelas e o Muro de Xian

Junto ao muro sul de Xian fica o Museu da Floresta de Estelas, que é um lugar que guarda placas de pedra antigas com livros antigos, poemas e registros históricos. É um tanto monótono andar no meio de tanta pedra quando não se consegue ler uma única frase do que se está escrito, é verdade, mas eu fiz uma forcinha para tentar observar a mudança de tipo de escrita e tentar descobrir onde terminava o I Ching, o livro das mutações, e onde começava o livro da piedade familiar. Dois clássicos confucionistas. Não, não consegui achar nada, eheh. Mas imagine o tamanho do livro, já que estão escritos em pedaços altos de pedra. A profunda estima dos confucionistas pelos escritos permitiu que se guardassem algumas pérolas aqui.

No final das estelas tinha uma sala onde alguns funcionários faziam copias xilográficas de algumas delas, algumas com poemas e desenhos.

O museu da floresta de estelas tem ainda uma mostra de estatuas gigantes de animais em pedra, como um rinoceronte em tamanho real. Uma outra exposição mostrava várias estatuas budistas.

O museu tem um valor histórico grande, mas é um pouco caro para quem não curte olhar estelas. A entrada foi 75,00 RMB.

Em 1983 o governo resolveu reformar o muro da cidade de Xian por completo. O resultado é que hoje é possível dar a volta na cidade antiga pelo alto, a pé ou de bicicleta. O percurso todo tem 14km e o trecho de muro atual corresponde àquele construído na dinastia Ming, em 1370, quando a cidade não tinha uma importância política e econômica tão grande quanto teve antigamente. O muro já foi muito maior e chegou a ter um perímetro sete vezes maior, durante a dinastia Tang.

Andamos 1km de muro a pé, olhando um pouco da cidade em volta. Passamos por um museu na saída com trechos antigos do muro. Não sabíamos do museu. Simplesmente esbarramos nele 🙂

Tentamos ver o pagode do ganso pequeno, mas já estava fechado. As coisas fecham cedo em março, e como os guias turísticos dão informações imprecisas, a gente acaba se atrapalhando um pouco.

Hoje comemos um baozi de verduras e ovo e iogurte na rua. Estava bom. De noite fomos ao Pizza Hut. Ana Paula pediu um macarrão ligeiramente apimentado, forte para os nossos padrões, mas tudo bem. E eu pedi uma sopinha de cogumelos e uma mini pizza de salmão sinistra: tinha pimentão, polvo, camarão, cogumelo e um molho wassabi. Pesadíssima. Comi metade. Daqui pra frente só peço a vegetariana que é mais leve…