EUA

A desvalorização do dólar e o declínio dos EUA

Bandeira americana com pôr-do-sol

The rise and fall of the great powers cover

Os Bancos Centrais de países emergentes estão comprando ouro ao invés de moedas estrangeiras para suas reservas. Com a perda de credibilidade das principais moedas como o dólar, se os EUA aumentarem o déficit para fugir de uma deflação, a Europa terá de fazer o mesmo para evitar a apreciação do euro em relação ao dólar segundo os analistas…

frase publicada no Boletim da ADVFN.

Em 1989 Paul M. Kennedy lançava o seu livro “The rise and fall of the great powers“, um trabalho de analise da história dos grandes impérios mundiais. Quebrando a tradição de não fazer previsões sobre o futuro este cientista político diagnostica a queda da União Soviética, o crescimento do Japão e China e o declínio gradual dos Estados Unidos. Hoje eu quero fazer algumas considerações sobre o dólar e como o seu poder econômico esta ligado ao poder político dos Estados Unidos, uma potência em declíno.

Como o dólar se tornou a moeda de troca internacional?

Ao final da Segunda Guerra os países capitalistas adotaram o dólar como moeda de troca internacional. Isso significa que quando dois países capitalistas trocam mercadorias a moeda preferencial é o dólar. Na época o Reino Unido se empenhou para que a moeda internacional fosse uma moeda nova, controlada por um banco central internacional. Acontece que todos os países capitalistas saíram quebrados da guerra e os EUA ditaram a regra do sistema financeiro internacional capitalista que foi estabelecido pelo acordo de Bretton Woods. Como garantia os EUA garantiram o lastro com o ouro, mas esse compromisso foi quebrado em 1971, durante a administração de Nixon.

Dólar: moeda doméstica e moeda internacional

Isso leva o dólar a uma peculiaridade: ao mesmo tempo ele é a moeda de uma nação e a moeda de troca internacional. Uma moeda doméstica pode ser manipulada pelo governo para atender demandas da economia do país. O banco central pode emitir mais ou menos moedas, comprar ou vender para aumentar ou diminuir sua liquidez, por exemplo. Quando o Banco Central brasileiro faz isso ele esta interferindo no Real e portanto na economia doméstica brasileira.

Em 1998 quando o real foi fortemente desvalorizado a economia brasileira sentiu o baque de ter a moeda de trocas internacionais fortemente valorizada em pouco tempo. Mas essa mudança na economia só foi sentida na economia do real, ou seja, somente no Brasil.

Com o dólar é diferente: se o banco central norte-americano (FED) usa alguma política monetária o mundo todo sofre as consequencias. O cidadão comum norte-americano é afetado diretamente pois ele recebe o seu salário e tem suas despesas em dólar. O dólar é a sua moeda doméstica. Já o resto do mundo sofre porque as mercadorias que são comercializadas entre os países são trocadas em dólares.

Limites da democracia sobre a moeda internacional

Isso faz com que o indivíduo que trabalha ou consome fora dos EUA sofra os impactos da política econômica norte-americana sem que estes indivíduos tenham poder político sobre a economia do dólar. Se um cidadão avalia que a política econômica de seu país esta prejudicando ele pode punir o governo votando em um partido de oposição. Com isso o cidadão tem como interferir na política econômica.

Já quando o assunto é política econômica internacional o eleitor que mora fora dos EUA pouco pode fazer. Somente os eleitores norte-americanos têm algum poder plebiscitário nessa matéria.

Até onde o mundo continuará usando o dólar?

A AFP noticiou que o “ouro voltou a bater recorde” e aponta a desvalorização do dólar como causa. Como o dólar esta se desvalorizando é mais seguro (e barato) ter ouro na mão para garantir a liquidez das moedas nacionais. Não é exagerado dizer que o mundo provavelmente vai deixar de usar uma moeda nacional como moeda internacional. O prazo para que isso aconteça, contudo, é uma incógnita. Antes do dólar outras moedas desempenharam este papel, mas sempre que o futuro se demonstra incerto o ouro desponta como alternativa real.

Futuro: se os EUA continuarem a perder o seu poder em relação ao resto do mundo uma outra economia pode tentar impor sua moeda nacional no lugar do dólar como moeda internacional. Os europeus nunca deixaram de desejar um novo modelo financeiro internacional nestes moldes, e este assunto é bastante atual. Todavia eu acho improvável que o euro venha a se tornar a nova moeda internacional. A China que demonstra um grande potencial econômico tem um sistema financeiro insipiente e portanto nada confiável para que sua moeda venha desempenhar este papel.

Na minha opinião as nações passarão a usar gradualmente o ouro junto ao dólar para posteriormente firmar um pacto semelhante àquele sugerido pelo economista britânico: criar um banco central controlado societáriamente por vários países e que mantenha uma moeda internacional.

Leia Mais:

http://www.economist.com/businessfinance/displayStory.cfm?story_id=14842922&source=features_box3

O Fim da História

Francis Fukuyama
Francis Fukuyama durante simpósio em Paris, janeiro de 2009. Foto: Andrew Newton.

Na ilustrada deste domingo, dia 21, saiu uma matéria sobre o “fim da história” de Fukuyama. O “fim da história” é uma tese que fez muito barulho ao final da Guerra Fria. Ouvi muitos comentários sobre o “fim da história, a maioria deles ridicularizando o autor. Na verdade poucos entenderam o que Fukuyama quis dizer ao usar a expressão “fim da história”.

O que Fukuyama entende como história? Para ele a história é a evolução da ideologia humana. Essa evolução ocorreria sempre que duas ideologias disputam espaço. O fim da Guerra Fria representou a vitória da ideologia liberal democrata. A liberal democracia saíu vitoriosa da Guerra Fria. Se não surgir outra ideologia que dispute espaço com a liberal democracia, então não existirá evolução ideológica. Logo, Fukuyama concluiu que a história chegou ao seu fim.

Existem ao menos duas teses opostas à tese do fim da história. Uma delas é marxista. Do ponto de vista marxista-socialista haverá uma revolução proletária que dominará o capital. Os adeptos a este ideia sempre encaram as crises sistêmicas do liberalismo econômico como um sintoma de sucumbência do capitalismo. Foi assim na quebra da bolsa de NY em 1929, foi assim no fim do lastro ouro na era Nixon. A atual crise financeira também é recebida como prenúncio do fim do capitalismo pelos socialistas marxistas.

Eu truco: Marx esperava que a revolução surgisse em sociedades com duas características marcantes: (1) mais de 90% dos trabalhadores empregados pela indústria e (2) grande acumulação de capital, ou seja, uma sociedade rica. As sociedades talvez estejam cada vez mais ricas, mas a proporção de trabalhadores na indústria não tem crescido. Esse fato é tão negativo para a previsão marxista que recentemente o Partido Comunista Chinês tem dado claros sinais de ampliar a base de militantes que até a poucos anos atrás era formalmente limitado a proletários, que a princípio são os trabalhadores assalariados da indústria (essa mudança de postura está expressa no princípio do “Three Represents” da Constituição do Partido Comunista Chinês). A própria história desmente a previsão marxista.

Outra tese que se opõe a Fukuyama é a tese do choque de civilizações, de Samuel Huntington. Segundo Hungtington o fim da Guerra Fria permitiu que peculiaridades entre grandes civilizações se tornassem importantes. Durante a Guerra Fria as peculiaridade continuavam existindo, mas a disputa entre os dois pólos diminuíam a importância das questões regionais. Por exemplo: a disputa entre israelenses e árabes não eram vistos como um choque de civilizaçõe. Ao invés disso a Guerra Fria reduzia tudo a aliados dos EUA e aliados da União Soviética, criando uma perigosa bruma sobre as características regionais. Hoje a maior evidência desse choque de civiliações talvez seja a crescente hostilidade do mundo ocidental com os países muçulmanos.

Entre as três teorias eu fico com o Choque de Civilizações.

Algumas Coisas Sobre a China

A escrita tradicional (中國) e simplificada (中国) da palavra "China"Hoje foi o último dia dos Jogos Olímpicos e por isso resolvi falar de algumas coisas que acho interessante sobre a China.

De cada cinco pessoas no mundo, uma delas é chinesa. Apesar dessa proporção ser grande eu pouco ouço falar sobre o modo de vida de lá. Não é curioso?

Aparentemente existe uma valorização da educação formal muito maior naquele país do que no Brasil. Eu ainda não tive contato suficiente com literatura, filmes e seriados chineses para confirmar isso, mas aparentemente é o caso. Uma vez eu li algo a respeito em um livro de Paul Kennedy: Ascenção e Queda das Grandes Potências. Kennedy argumentava que nos EUA não se valoriza muito o preparo técnico formal, e que isso prejudica a economia de um país ao longo prazo. Qual será o peso que a valorização do ensino tem na atual prosperidade chinesa?

Em relação ao nome, os chineses chamam o seu Estado, a sua nação, de “Estado Central”, cuja pronúncia em mandarim é Zhōngguó (中国). O nome “China” que nós ocidentais damos para o “Estado Central” é um nome que os estrangeiros criaram se baseando no nome da dinastia Qin. Da mesma forma, não existe uma língua chamada chinês. A língua oficial na China é o mandarim de Pequim, e existem diversas outras línguas e dialetos falados dentro da China. Somente do mandarim existem oito dialetos…

Existem duas Chinas… Com o fim da II Guerra Mundial duas grandes frentes disputaram o poder interno. A frente de direita era liderada por um oficial do exército chinês que segundo a história tinha interesses de fundar uma nova dinastia. A frente de esquerda era mais voltada às ideologias de Confúcio onde o interesse coletivo deve prevalecer sobre o interesse individual. Em um mundo polarizado entre EUA e URSS a frente de esquerda se identificou com o comunismo da URSS e a frente de direita se identificou com o liberalismo econômico dos EUA. Na China continental a esquerda ganhou o controle de todo o continente (República Popular da China), e o grupo de direita ficou com a China que conhecemos hoje como Taiwan (República da China). Mas até hoje ambos Estados reclamam ser o verdadeiro governo central…

obs: quando a China se fechou para o mundo, logo após a revolução cultural, eu acho que estava patente que a China não era nem alinhada à União Soviética ou aos Estados Unidos. Ainda hoje as pessoas olham para aquela direção e acham que eles são comparáveis aos russos, o que é um grande engano.

Na China não se usa o alfabeto romano. O mandarim é escrito usando um alfabeto muito antigo chamado kanji. No Brasil nós chamamos este alfabeto de ideograma, pois cada letra costuma representar uma idéia. O kanji também é muito usado no Japão e nas Coréias, mas nestes dois países existem alfabetos auxiliares que são mais fáceis de se usar. O kanji tem milhares de letras. Para ser considerado alfabetizado um chinês deve conhecer mais de dois mil ideogramas!

Em mandarim existem cinco entonações diferentes para cada vogal que conhecemos. Assim uma simples sílaba pode ser pronunciada de cinco maneiras diferentes! A palavra “ma” pode significar mãe, xingar, cavalo, maconha ou uma preposição de pergunta, dependendo da entonação. Então a frase “mamãe xingou o cavalo?” pode ser facilmente confundido com “o cavalo xingou a mamãe?” por alguém que não tenha o ouvido treinado 🙂

A China é uma enorme república onde existe praticamente um único partido: o Partido Comunista Chinês. Os chineses se orgulham de ter o partido com o maior número de militantes no mundo. Apesar de ser o partido hegemônico, duas coisas me chamam a atenção: (1) existe um sentido republicano mais forte no Partido Comunista Chinês do que na maioria dos partidos brasileiros. Em outras palavras o partido não se mistura com o governo em termos de estrutura ou de orçamento; (2) existem outros partidos menores na China em plena liberdade de funcionamento, apesar das notícias da imprensa ocidental. O chinês médio costuma entender que a sua nação é a maior democracia no mundo. Essa informação deve surpreender a qualquer ocidental que tem sua visão de mundo feita por notícias distribuídas pela Reuters, American Press ou France Press (a grande maioria das notícias que lemos no Brasil vem de uma dessas fontes, seja qual for o jornal ou revista). O ponto de vista oposto é o da agência chinesa Xinhua. Não sei se é idôneo, mas é muito útil para comparar com o que costumamos ler.

Mas isso é muito bom para demonstrar que o sentido de democracia é muito vago. Muitos consideram os EUA muito democráticos, mesmo que o seu processo político se baseie em dois partidos (limitação de escolha) e que a eleição se baseie fortemente em financiamento de grandes corporações (predominância do capital sobre o indivíduo). Os brasileiros também se acham muito mais democráticos que a China. Eu questiono isso. Veja só: até hoje eu não dei uma palavra sequer sobre as eleições municipais de São Paulo, pois tenho medo de ser penalizado com uma multa pelo Estado brasileiro. Hoje declarar apoio no meu blog pode me gerar uma multa de até R$ 24.000,00 para mim e mais outros R$ 24.000,00 para o candidato, além de poder haver cancelamento da elegibilidade do candidato. Parece que estou exagerando? Pois eu e mais um jovem do PSDB abrimos um blog para divulgar notícias do candidato do nosso partido e poucos dias depois um assessor do candidato nos convidou para uma reunião e expôs o problema pedindo que retirássemos a página do ar. Então eu acho muito hipócrita dizer que a China não é do bem por que tem um determinado número de partidos no poder… As críticas à política chinesa que fazem sentido se restringem a violação de direitos humanos, mas o assunto não é tratado com respeito pela mídia ocidental.

Crianças com a Bandeira Chinesa

A China possui muitas etnias, e nos jogos olímpicos fez questão de valorizar todas estas etnias. Na abertura dos jogos foi possível ver 56 crianças vestidas com roupas típicas, representando cada uma destas etnias. É um sinal positivo. Muitos países valorizam suas minorias étnicas, como a Suíça. Outros estados, como os EUA, têm medo das minorias. Recentemente o governo Bush tornou ainda mais difícil a entrada de imigrantes latinos, e até de turistas, atendendo a um clamor eleitoral de extrema direita de manter a maioria branca. Os jornais ocidentais criticaram o fato das crianças serem todas da etnia da maioria, a etnia Han. É uma representação. Sem comentários.

Funcionalismo Público

Eu ainda não sei bem mas me parece – até onde eu posso deslumbrar – que o funcionalismo público teve muitos dos seus princípios vindos da China. Confúcio e Zhuge Liang são dois nomes de referência sobre o assunto, pois ambos deixaram um forte legado moral e ético sobre o serviço público. Notei isso assistindo a uma novela coreana de 2004 cujo título é 낭랑18(Sweet 18). Nela o protagonista é um funcionário público sul coreano: um promotor público que luta no combate à corrupção. Por diversas vezes é citado Zhuge Liang, um herói chinês. Sua atuação remete ao período dos Três Reinos que antecederam a China unificada. Busquei três citações nos dois primeiros capítulos da série:

"Inacabada obra a restauração de Han, o último rei falecera. Nosso castelo agora está revestido com a mais terrível condição."

 

Segundo o seriado a citação faz parte do livro “Petição para Confronto em Batalha”, mas eu não encontrei nenhuma citação a este livro na internet. Provavelmente é do livro Chū Shī Biǎo (出師表) que Zhuge Liang escreveu antes da batalha do norte, e contém várias recomendações sobre a guerra além de princípios morais que deveriam guiar o governo do imperador Liu Shan.

 

Nessa cena o avô do chama a atenção do neto com uma citação de Confúcio. A fala do Avô:

“Confúcio disse que as pessoas escolhem suas palavras cuidadosamente porque elas têm medo de sustentar suas próprias palavras. Como você pode falar dessa maneira quando você é um funcionário público?”

O avô do promotor Kwon cita outro provérbio tradicional à mãe da noiva, quando toma conhecimento de que o promotor cancelou o casamento:

“Não é apropriado para um cavalheiro voltar atrás com sua palavra”

Alguns valores modernos do funcionalismo público ocidental teriam sido trazidos, em parte, pelos ingleses quando estes chegaram à China no auge do império britânico. Como a Inglaterra tinha um domínio de fato sobre o Reino Português, parte desses valores teriam sido assimilados por aqui também. Quem dera a contribuição moral de Confúcio e Zughe Liang fossem maiores no Brasil: certamente teríamos serviços públicos de melhor qualidade.

Quer saber mais? CHINAKNOWLEDGE – a universal guide for China studies

Nina Simone

Nunca tinha ouvido Nina Simone antes, pra valer. É claro que algumas músicas, como “My Baby Just Cares For Me” eu já tinha em alguma coletânea de Jazz, mas esse álbum duplo me pareceu uma ótima apresentação à obra de Nina Simone.

Gostei especialmente das seguintes faixas: He Needs Me, Love Me Or Leave Me e Little Girl Blue.

“Dance Dance Revolution”

Nos EUA tem gente querendo fazer do jogo “Dance Dance Revolution” um programa de governo, segundo notícia da INFO, foi realizada pesquisa que comprovou que o uso do jogo ajuda a controlar o ganho de peso…

Eu que tenho o jogo e já perdi uns 5 ou 10 kilos sei que funciona, mas não adianta deixar o tapete guardado no armário, né?

1984

Literatura: romance política de George Orwell.

Excelente leitura. O que mais me surpreendeu foi a atualidade de uma obra escrita a tantas décadas atrás. Mesmo países tidos como democracias exemplares, como os EUA, apresentam várias semelhanças com o sistema político criado por Orwell.

Para quem gosta de literatura política, recomendo também a Revolução dos Bichos (Animal Farm) que li faz muito tempo, quando eu era ainda garoto. Foi depois de ficar dias lendo o Fazenda Modelo, sem entender bulufas, que minha mãe sugeriu que eu trocasse a leitura, e realmente foi muitíssimo mais fácil ler o livro de Orwell, até porque eu só tinha doze anos 🙂

Império Mundial (De China, Europa e EUA?)

Mês que vem Hong Kong passa a ser novamente território chinês. Esse ano de 97 é muito importante para a China que deve chegar à quarta economia mundial até setembro deste ano. Quando a Inglaterra fixou colônia na pequena ilha fez dela um paraíso econômico, onde praticamente não há impostos com a intenção de convencer a China de que o capitalismo era um boa opção. O resultado é que Hong Kong tem hoje o maior porto marítimo e uma economia assustadora. De todos os países que tentaram um sistema político alternativo ao capitalismo, a China obteve maior sucesso, porque Deng Shao Ping conseguiu se fechar totalmente às outras cultura. Hoje Shao Ping esta morto, mas os três maiores homens da China ainda trabalham a favor de seus ideais. Se tudo der a China pode mesmo tomar o cobiçado lugar dos EUA de primeira nação, a pesar de que se isso realmente acontecer, eu não acredito que o domínio chinês será ignorantemente mantido quase exclusivamente em cima de acordos unilaterais e esmagamento dos concorrentes baseando-se em impostos. Essa política está mais que arcaica. A cerca de uma década um certo líder do Oriente Médio estava arrecadando fundos para reconstruir a cidade de Babilônia. Esse certo líder chama-se Saddam Hussein, e se ele acreditasse, ou conhecesse melhor a bíblia saberia que essa cidade, símbolo de um império mundial, nunca seria reconstruída. Como todos sabem veio a guerra do Golfo e todo o sonho do ditador Iraquiano caiu em terra, ou melhor, areia. Não sei se os chineses pretendem fazer algo do gênero, mas a União Européia vai sofrer muitas decepções até perceber que profecia não se discute (nunca mais se levantará um reino mundial nessa Terra).Bonaparte e Hitler já tiveram suas decepções quando tentaram usar a força, e hoje a Europa fala em reunificação baseando-se em acordos políticos, mas esses mesmos acordos são abalados a cada movimento político no velho continente. Na Inglaterra os ‘populistas’ vencem eleições, na França são os socialistas que dividem o poder desacelerando a unificação da moeda. Israelenses cobram de suíços ouro que teria sido roubado deles pelos alemães e depositados nos cofres alpinos. E por falar em Israel, você já parou para pensar no quadro religioso mundial? Em Israel a questão religiosa é com certeza mais considerada. A Roma católica já demonstrou, e vem demonstrando interesses claros na Terra Santa (como se bastassem os israelenses e palestinos).

Esse interesse se daria por interesse nos devotos israelenses, ou ainda por motivos mercantis (que quem vive para o evangelho viva do evangelho, não é mesmo?). Uma vez que Roma, na figura de João Paulo II tem um crédito enorme na política internacional, não seria muito difícil ver o pontífice mexendo os ‘pauzinhos’ tanto na EU quanto nos outros países. É bom lembrar que durante mais de um milênio a igreja prendeu o mundo ao medievalismo e que quem discordasse era queimado na fogueira, passado que não é negado por ninguém. Vale lembrar que a própria igreja errou muitas vezes. Só para efeito de exemplo, a igreja sempre defendeu que a Terra era redonda, chegando a quase matar importantes físicos.

O fato da Terra ser redonda só foi oficialmente consertado pela igreja nesta década!!? Quase 500 anos após as primeiras navegações chegarem à América. Por fim é de dar medo imaginar um acordo entre a igreja católica, judeus e os devotos maometanos. Quem as religiões criem um ‘ponto comum’ e denominem-se ecumenicamente cristão. Resta a seguinte dúvida: se a igreja cristã fixar alguma espécie de diretriz, qual será a atitude dos mais ‘devotos’? Que Deus nos acuda e não nos obrigue a agir contra nossas crenças em favor de uma igreja mundial.