Blog do Felipe S. Gomes

Opiniões sobre cidadania, governo, tecnologia além de algumas amenidades :)

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A Partida (おくりびと)

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Cartaz do filme A Partida (おくりびと)

Cartaz do filme A Partida

Assisti ontem ao premiado filme japonês A Partida (おくりびと, 2008). O filme conta uma história de um jovem que se vê obrigado a trabalhar em um emprego bastante inusitado: ele faz uma cerimônia fúnebre de limpeza de corpos antes da cremação. Apesar de ser um filme moderno ele se passa em uma pequena cidade do Japão.

Um pouco mórbido, o filme trata da relação com a morte de uma maneira interessante; com um certo lirismo, abordando a relação difícil do jovem com seu pai e a maneira como enfrenta o preconceito ao seu estranho emprego.

Leia também a crítica do Omelete e a ficha do filme no imdb.

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Escrito por Felipe S. Gomes

13 de agosto de 2009 às 20:00

Publicado em Crítica

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Trailer do Filme End Game

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Meu amigo Fabian Santos está preparando mais uma produção e me enviou o link para o trailer do “End Game”. Foi o Fabian que rodou A Francesa, um curta-metragem que eu escrevi em Niterói e depois rodamos em Nova Friburgo.

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Escrito por Felipe S. Gomes

13 de julho de 2009 às 12:28

Publicado em Pessoal

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Om Shanti Om

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Om Shanti Om

Eu estava morrendo de sono, mas consegui assistir ao filme todo quase sem pescar… Om Shanti Om é um sucesso pop no cinema indiano. A história é simples como as coisas costumam ser na cultura pop, e o lado bom é que sobra tempo para as músicas coreografadas.

Bem, daqui por diante eu vou revelar detalhes da trama. Portanto, prossiga por sua conta e risco :)

Om é um artista de segunda categoria, e o sonho dele é virar um super mega pop star de Bollywood. Ele é apaixonado pela super mega pop star Shanti, também de Bollywood. O filme é caricato. Nele os super artistas são retratados demonstrando desprezo pelos demais, quase sempre com uma atitude arrogante e barata. Shanti é morta pelo seu amante, um produtor de Bollywood, e Om morre ao tentar salvá-la. Reencarna em uma criança que nasce no momento de sua morte no mesmo hospital. Resumindo muito: Om vinga o antagonista depois de crescido na segunda encarnação e ainda fica com a mocinha do filme: a reencarnação de Shanti. Ah, e Om vira um super mega star de Bollywood!

As castas foram proibidas na Índia. Ghandi fez uma campanha danada contra e hoje é proibido. Mas vendo um filme destes dá para ver como o repertório cultural na Índia ainda é propício ao subdesenvolvimento. O cidadão aceita sua situação social, e material, esperando uma perspectiva melhor em outra vida! Isso é de uma crueldade absurda, pois o pobre aceita sua condição de subordinação ao poder econômico do rico que por sua vez se vê igualmente justificado.

Outro ponto negativo que eu costumo ver nas novelas e filmes brasileiros populares: o sucesso nunca é encarado como fruto de um trabalho árduo. Om quer ser ator por que seu pai era ator e sua mais é atriz, e não por um motivo pessoal, como gosto pelo cinema. Ele também não mostra empenho em melhorar sua atuação profissional. Não existe um plano para se tornar ultra mega ator. Ele simplesmente quer muito, e sua mãe diz que tem certeza que um dia ele será um mega ator…

Se o cidadão médio da Índia e do Brasil pensam assim, e na minha opinião uma grande parcela pensa, então não tem porque se empenhar no estudo e no trabalho. Esse é um dos mais importantes componentes de uma economia subdesenvolvida.

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Escrito por Felipe S. Gomes

26 de fevereiro de 2008 às 14:52

Publicado em Entretenimento

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Adeus Lenin

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É um ótimo filme para quem tem ou teve idealismo em relação a governos socialistas, pois o filme trabalha com a tensão sobre a situação econômica na Alemanha oriental logo antes e logo após a queda do muro de Berlin. Quando eu era pequeno minha mãe vivia contando histórias sobre como era viver em países socialistas. Claro que as histórias eram preconceituosas, e sempre mostravam que socialistas não toleram a religiosidade dos indivíduos. A série de Yuri trazia histórias de um jovem russo cuja família teve seus bens pilhados pelo Estado socialista e que não podia se manifestar religiosamente. Era exagerado.

Hoje o que eu penso é que as discussões apaixonadas sobre socialismo são sempre baseadas em falsidades. O que interessa, no final das contas, é que a economia se mantenha com um crescimento estável, e que as pessoas tenham uma margem de liberdade para perseguir sua felicidade. A estabilidade com crescimento, ainda que modesto, é fácil de se medir. A tal margem de liberdade para que cada indivíduo persiga sua felicidade já é mais difícil de se medir.

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Escrito por Felipe S. Gomes

7 de janeiro de 2008 às 16:22

Publicado em Crítica, Entretenimento

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The Closet

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Comédia francesa onde um contador resolve criar uma situação no escritório para evitar ser demitido. Divertido.

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Escrito por Felipe S. Gomes

6 de janeiro de 2008 às 11:02

Publicado em Crítica, Entretenimento

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