filme

Sonhos com Xanghai

Este vídeo é um diálogo entre pai e filha do filme Sonhos com Xanghai.

Recortei esse trecho para falar sobre a valorização da educação no oriente. Países como Coréia, Japão e China tem essa característica: a educação é levada verdadeiramente a sério.

O impacto desse traço na cultura política de uma nação é o seguinte: as pessoas estudam mais, se tornam trabalhadores melhor qualificados e produzem mais. Assim a produção tende a aumentar, com ela melhora a economia, e se nada atrapalhar, melhora a felicidade e bem estar geral das pessoas.

Seria legal descobrir uma forma de promover a valorização do estudo entre os paulistas e os brasileiros…

A Partida (おくりびと)

Cartaz do filme A Partida (おくりびと)
Cartaz do filme A Partida

Assisti ontem ao premiado filme japonês A Partida (おくりびと, 2008). O filme conta uma história de um jovem que se vê obrigado a trabalhar em um emprego bastante inusitado: ele faz uma cerimônia fúnebre de limpeza de corpos antes da cremação. Apesar de ser um filme moderno ele se passa em uma pequena cidade do Japão.

Um pouco mórbido, o filme trata da relação com a morte de uma maneira interessante; com um certo lirismo, abordando a relação difícil do jovem com seu pai e a maneira como enfrenta o preconceito ao seu estranho emprego.

Leia também a crítica do Omelete e a ficha do filme no imdb.

Om Shanti Om

Om Shanti Om

Eu estava morrendo de sono, mas consegui assistir ao filme todo quase sem pescar… Om Shanti Om é um sucesso pop no cinema indiano. A história é simples como as coisas costumam ser na cultura pop, e o lado bom é que sobra tempo para as músicas coreografadas.

Bem, daqui por diante eu vou revelar detalhes da trama. Portanto, prossiga por sua conta e risco 🙂

Om é um artista de segunda categoria, e o sonho dele é virar um super mega pop star de Bollywood. Ele é apaixonado pela super mega pop star Shanti, também de Bollywood. O filme é caricato. Nele os super artistas são retratados demonstrando desprezo pelos demais, quase sempre com uma atitude arrogante e barata. Shanti é morta pelo seu amante, um produtor de Bollywood, e Om morre ao tentar salvá-la. Reencarna em uma criança que nasce no momento de sua morte no mesmo hospital. Resumindo muito: Om vinga o antagonista depois de crescido na segunda encarnação e ainda fica com a mocinha do filme: a reencarnação de Shanti. Ah, e Om vira um super mega star de Bollywood!

As castas foram proibidas na Índia. Ghandi fez uma campanha danada contra e hoje é proibido. Mas vendo um filme destes dá para ver como o repertório cultural na Índia ainda é propício ao subdesenvolvimento. O cidadão aceita sua situação social, e material, esperando uma perspectiva melhor em outra vida! Isso é de uma crueldade absurda, pois o pobre aceita sua condição de subordinação ao poder econômico do rico que por sua vez se vê igualmente justificado.

Outro ponto negativo que eu costumo ver nas novelas e filmes brasileiros populares: o sucesso nunca é encarado como fruto de um trabalho árduo. Om quer ser ator por que seu pai era ator e sua mais é atriz, e não por um motivo pessoal, como gosto pelo cinema. Ele também não mostra empenho em melhorar sua atuação profissional. Não existe um plano para se tornar ultra mega ator. Ele simplesmente quer muito, e sua mãe diz que tem certeza que um dia ele será um mega ator…

Se o cidadão médio da Índia e do Brasil pensam assim, e na minha opinião uma grande parcela pensa, então não tem porque se empenhar no estudo e no trabalho. Esse é um dos mais importantes componentes de uma economia subdesenvolvida.

Adeus Lenin

É um ótimo filme para quem tem ou teve idealismo em relação a governos socialistas, pois o filme trabalha com a tensão sobre a situação econômica na Alemanha oriental logo antes e logo após a queda do muro de Berlin. Quando eu era pequeno minha mãe vivia contando histórias sobre como era viver em países socialistas. Claro que as histórias eram preconceituosas, e sempre mostravam que socialistas não toleram a religiosidade dos indivíduos. A série de Yuri trazia histórias de um jovem russo cuja família teve seus bens pilhados pelo Estado socialista e que não podia se manifestar religiosamente. Era exagerado.

Hoje o que eu penso é que as discussões apaixonadas sobre socialismo são sempre baseadas em falsidades. O que interessa, no final das contas, é que a economia se mantenha com um crescimento estável, e que as pessoas tenham uma margem de liberdade para perseguir sua felicidade. A estabilidade com crescimento, ainda que modesto, é fácil de se medir. A tal margem de liberdade para que cada indivíduo persiga sua felicidade já é mais difícil de se medir.

Letra e Música

Sabe aquele comercial do Estadão que avisa que as informações dos blogs não são confiáveis? Pois é. Aconteceu um pequeno mau entendido comigo. Eu vi no blog In Vino Veritas, da minha amiga Bárbara, um video excelente dos anos 80, e eu juro que quase que me convenci de ter ouvindo aquela música no meu rádio despertador na década de 80, quando eu ouvia rádio cidade em baixo da minha cabaninha que ficava no meu quarto. Eu tinha uns cinco anos de idade.

Pois é. Peguei uma comédia romântica com Drew Barrimore e Hugh Grant e eu lá o clipe que saiu no blog da Bárbara. Parecidíssimo, pensei. Um prior de remake! Que nada! Voltei no blog e o clipe está lá, com o Hugh Grant de peruca, que eu óbviamente não reconheci da primeira vez que assisti. Fiz várias pesquisas para encontrar a “música original” que teria sio gravada nos anos 80, e nada. No itunes só trazia a trilha sonora do filme e outra música com o mesmo nome, mas interpretada por Lew Stone e sua banda (um jazz ou coisa parecida).

Bem, mas a culpa não foi da Barbara não. Eu que interpretei as coisas assim. Ela em momento algum disse que o tal clipe é da década de oitenta 🙂

Em relação ao filme: me diverti bastante, como é de costume. A dupla faz um ótimo trabalho no gênero comédia romântica. Recomendo.

O Tigre e o Dragão

Assisti neste sábado ao filme O Tigre e o Dragão pela primeira vez. Eu já tinha visto O Clube das Adagas Voadoras em abril de 2006 e tinha achado muito bom. As cenas de luta são um exagero sim, mas com um quê diferente que me cativou, talvez pelo absurdo que são aqueles pulos pelos telhados e pelos bambus.

Merece as mesmas quatro estrelas que dei ao filme das adagas voadoras.

The General

 

A muito tempo ouvi o Marcelo Tas indicar o filme The General do Buster Keaton em uma rádio de São Paulo. Ontem resolvi conferir o filme e gostei. Esta obra influenciou muito o trabalho do Marcelo Tas, que para mim é o eterno professor Tibúrcio do programa Rá Tim Bum. Pois bem, o professor Tibúrcio foi inspirado no Buster Keaton, ator contemporâneo de Charles Chaplin.

Para quem quiser o filme está na íntegra lá no Google Video, e pode ser baixado para o seu computador 😉