A muito tempo ouvi o Marcelo Tas indicar o filme The General do Buster Keaton em uma rádio de São Paulo. Ontem resolvi conferir o filme e gostei. Esta obra influenciou muito o trabalho do Marcelo Tas, que para mim é o eterno professor Tibúrcio do programa Rá Tim Bum. Pois bem, o professor Tibúrcio foi inspirado no Buster Keaton, ator contemporâneo de Charles Chaplin.
Para quem quiser o filme está na íntegra lá no Google Video, e pode ser baixado para o seu computador
A reitoria da USP continua ocupada por alunos da universidade. Se compararmos com outros governo, o governo de José Serra tem um perfil mais firme, ou autoritário como prefere a oposição. A postura radical do movimento estudantil não é novidade, mas a postura mais firme do governo pode gerar uma relação conturbada pela radicalização dos dois lados. Dos manifestantes eu não espero posso esperar muito, pois são jovens. Espero que o governo demonstre sabedoria para negociar e resolver.
Não é bem assim, Alexandre. Eu estudei Ciências Sociais na FFLCH, e o perfil médio dos professores não é o professor decadente, barbudo e militante de ultra esquerda. No departamento de Ciência Política, onde tive maior vivência, eu me surpreendi com a quantidade de professores simpáticos à social democracia, por exemplo. Mas a maioria esmagadora não declara apoio a nenhum partido; é o tipo de coisa que não vale a pena para um acadêmico.
O princípio de diminuir a autonomia acadêmica não é tão absurdo assim quanto a universidade faz parecer. Tanto alunos quanto professores protestam, e de certa forma eles têm razão: querem defender um benefício que é a autonomia. Todos os anos o Legislativo aprova um orçamento para o ensino superior no Estado de S. Paulo, e as universidades gastam esta verba como bem entendem, sem consultar e sem prestar contas a ninguém.
Em uma analogia grosseira seria como uma família, em que o pai dá dinheiro para o filho estudar e o filho nunca é cobrado sobre como está gastando o dinheiro. Pior: se o pai aborda o filho sobre como andam os estudos, este reaje de maneira exagerada, dizendo que o pai é controlador e tal.
A Universidade argumenta que somente a própria Universidade pode decidir os rumos da educação superior no Estado e por isso o Legislativo, que representa a vontade da maioria, não deve participar do orçamento interno das universidades. Ou seja, a universidade recebe o dinheiro do contribuinte, e se nega a prestar contas de como este dinheiro é gasto. Parece grosseiro, mas o meio acadêmico acha que deve ser assim mesmo. Aliás o meio acadêmico também acha que o mesmo contribuinte deveria contribuir mais com a Universidade.
A professora Elizabeth Balbachevsky tem uma teoria sobre Ciência e Tecnologia que eu acho interessante. Segundo Balbachevsky quando a universidade investe mais em ciência aplicada os setores produtivos são impulsionados e têm ganho de produção. Logo a produção de bens tende a aumentar. Por outro lado a ciência não aplicada não tem esse tipo de impacto direto na economia.
Se a direção do governo é aumentar a transparência nos gastos do ensino superior, isso por si só já é positivo. Por aí eu já discordo das manifestações que ocorrem hoje na usp.
Se posteriormente o governo, ou o legislativo, decidirem intervir na maneira de destinar dinheiro ao ensino superior, destinando mais verba para a ciência aplicada no Estado de S. Paulo, isso certamente vai aumentar a possibilidade de ganhos produtivos, melhor competitividade do nosso setor produtivo, maior produção, menor desemprego, certamente maior arrecadação.
Esse assunto diz respeito a Universidade, mas diz respeito ao Legislativo decidir os rumos do ensino superior em São Paulo. Afinal a conta é paga pelo contribuinte.
Dois quadrinhos que li recentemente: New York the Big City e uma compilação com alguns quadrinhos de Spirit. ambos de Will Eisner e publicados na década de 40. A dica (e o empréstimo do exemplares) foi da minha colega Edna.
Dentre as qualidades do Will Eisner, destaque para a expressividade que dá aos seus personagens e principalmente à linguagem que ele criou ao mundo das histórias em quadrinhos. Eu recomendo a leitura.
Este é o título do novo CD da Christina Aguilera, que eu tenho ouvido bastante e recomendo. Parece que neste CD ela conseguiu explorar a sua admiração por Aretha Flanklin.
Um álbum obrigatório para quem gosta de R&B. Aliás outro CD que eu também tenho ouvido bastante, até justo deste da Aguilera, é a trilha sonora do filme Ray, que por sinal é um filme muito bom.