funk carioca

Gaiola das Cabeçudas

Recebi a indicação desse video pelo Raphael no meu aniversário e resolvi compartilhar.

A maioria das pessoas que criticam o funk o fazem alegando que o ritmo musical simboliza a “falta de cultura”. Pode ser que simbolize. Mas na minha opinião o funk é só um ritmo, como qualquer outro. Você não precisa discriminar e esculhambar as pessoas que gostam. Quando eu morava em Niterói (mas isso faz um tempão) eu achava que as pessoas marginalizavam o funk porque o pessoal do funk era do morro. Quanto mais o pessoal do asfalto marginalizava o funk, mais o funk se marginalizava. Mais agressivo ficava… Não é essa a dinâmica da própria sociedade?

Provavelmente o Marcelo Adnet fez a letra dessa música pensando nesse tipo de crítica.

Sou Feia Mas Tô Na Moda


O documentário “Sou Feia Mas Tô Na Moda” mostra interessantes depoimentos dos jovens que participam do movimento do funk carioca. A mais ilustre é a Tati Quebra Barraco, mas o personagem principal deste documentário é a Deise da Injeção. A obra mostra como o movimento funk floresceu na periferia carioca, com reflexões acerca da marginalização que o funk sofre no Brasil que não conhece a periferia.

Interessante contra-ponto é dado quando o documentário mostra o Dj Marlboro dando festas na frança com funk carioca. Nestas festas o funk não é estigmatizado. Segundo Marlboro a discriminação do funk é parecido com aquela sofrida pelo samba, que foi discriminado por anos, até ser finalmente aceito como expressão legitimamente nacional; legitima expressão da cultura brasileira.

Vida longa ao funk carioca!