Ótima essa pegadinha. É incrível como todo mundo fica com o coração acelerado! Até eu ficaria, eheh.
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Parlamentarismo no Brasil
Certa vez o cientista político Leonel Itaussú citou El Gatopardo: “é importante mudar tudo para manter tudo como está“. E citou ao se referir às mudanças institucionais ocorridas no Brasil. No Brasil as mudanças institucionais sempre foram feitas pelas elites. Foi assim com a proclamação da independência, a abolição da escravatura, a promulgação da república e tantos outors golpes e mudanças.
Minha opinião pessoal: bom.
A formação esquerdista cultiva imagens da massa se movendo gloriosamente na promoção de valores nobres, e fundando uma ordem social e econômica melhor e mais digna. Eu não consigo deixar de ver a violência rolando solta, de maneira abrupta e espalhando medo. Um medo que só se compara a magnitude dos valores gloriosos. Foi assim na importante Revolução Francesa e também foi assim nas tentativas de golpe e contra golpes ocorridos na Venezuela.
Não estou criticando os valores daqui ou dali. Estou criticando a forma violenta de promove-los.
Ontem foi formada no Senado uma frente em defesa do parlamentarismo composta por 75 parlamentares e que é coordenada pelo senador Fernando Collor (leia a notícia no jornal do senado). O sistema parlamentarista funcionou durante alguns meses no Brasil durante o curto governo de João Goulard. Segundo Fernando Limongi a instituição do parlamentarismo foi tão mau feito que algumas atribuições de Estado poderiam ser desempanhadas tanto pelo presidente quanto pelo primeiro ministro.
Mas era outra época. O parlamentarismo foi instaurado por radicais que não aceitavam o governo de João Goulard. Hoje a frente em desesa do parlamentarismo opera em clima de estabilidade institucional, e eu espero que consiga fortalecer o parlamentarismo como algo bom para o país. Curioso mesmo é a coordenação estar a cargo de Fernando Collor. Para muita gente isso é sinal de que no Brasil, nada muda. Ou melhor, muda para não mudar nada.
Minha opinião pessoal? As mudanças institucionais graduais são melhores pois causam menos traumas e permitem correções antes que catastrofes ocorram. E acho que o parlamentarismo seria um ótimo avanço institucional. Com o parlamentarismo a nossa democracia seria mais ágil.
wi-fi na cabeça
Faz algumas semanas que eu tenho dor de cabeça como nunca tive antes. Chego a levar comprimidos comigo todos os dias. Hoje quando abri meu leitor de feeds vi a seguinte notícia no blog da Débora Fortes da Info:
Londres vive o pânico do Wi-Fi
A principal acusação contra o wi-fi é justamente, vejam só, a dor de cabeça. Sou particularmente refratário a este tipo de coisa. Nos estados-unidos é muito comum as redes de televisão, especialmente a abc, distribuir medo a todos, como bem demonstrou Michael Moore no seu premiado “Tiros em Columbine“. Aliás as notícias do medo estariam, segundo Moore, associadas a cultura protestante dos imigrantes europeus.
Por isso eu vou preferir a minha postura cética que escolhi espontaneamente ao longo dos anos e deixar meu wi-fi ligado. Vai ficar ligado pelo menos até algum estudo sério provar que ele faz mau a saúde. Uma explicação muito mais factível para a dor de cabeça é o estresse, a alimentação e a falta de consumo de água pura (e não aquelas águas que a Bárbara falou em seu blog) em quantidades adequadas. Depois de arrumar isso e continuar a ter dores de cabeça eu posso pensar em desligar o wi-fi, certo?