Sempre gostei muito de chá. Mesmo morando em Niterói tomava chá quente (e doce). No Brasil existe uma variedade de chás populares, cada um feito de uma planta diferente: camomila, erva-doce, hortelã, mate, cidreira, boldo… Mas no extremo oriente a grande maioria dos chás são produzidos de uma única planta.
É da planta Camellia sinensis que são feitos os chás verde, oolong, preto e o branco. Grosso modo a diferença entre o verde, oolong e o preto é o grau de fermentação. O chá verde tem o mínimo de fermentação, ao passo que o chá preto é bastante fermentado e apresenta uma quantidade bastante alta de cafeína. A produção do chá oolong é feita de modo que as folhas não oxidem demais. Na minha opinião o oolong guarda as melhores qualidades do chá verde e do preto. Do ponto de vista técnico é aquele que tem mais polifenóis, um tipo de substância que seria muito saudável, apesar de não existir uma comprovação científica séria que confirme isso. Enfim, temos o chá branco que é feito com folhas jovens: apesar da pouca oxidação ele tem um pouco mais de cafeína que o chá verde.
Adoçar ou não? Na minha opinião vale a pena adoçar minimamente o chá gelado. Adoçar o chá quente faz que ele fique com um gosto realmente ruim além de mascarar todo o seu aroma. Na verdade eu demorei muito tempo para começar a tomar esse tipo de chá pois eu sempre queria adoçar e ficava ruim. Vale a pena tomar algumas xícaras calmamente até emitir o seu veredito final. Lembre-se que essa é a maneira que se aprecia chá em toda a China, Vietnam, Coréia, Japão… Se um quinto da humanidade aprecia tomar esse tipo de chá ele deve ser bom, né?
Essa não é uma lista extensiva sobre chás (ainda bem!). Basta clicar no link do chá branco para ver como é extensa a lista de variedades deste chá. Ainda que não seja uma lista extensiva eu acredito que ela cubra uma boa parte daquilo que você vai encontrar a venda no mercado. Existe um chá aromático chamado Earl Grey que é o chá preto com óleo de bergamota. Eu acredito que o earl grey seja muito consumido na Inglaterra. Outro chá ainda menos conhecido por aqui que é feito com uma variação da Camellia sinensis se chama Pu Er (普洱茶). Segundo as impressões que tivemos aqui em casa, este chá tem um aroma mais floral que o verde ou oolong. Mas essa é uma generalização perigosa, pois existe uma gama muito grande de chá pu er, classificados por idade e região, da mesma forma que vinhos. Uma porção de chá seco pode durar muitas décadas sem perder suas características. Em algum momento da história os tijolos de chá (especialmente o preto) foram utilizados como moeda de fato em regiões da China como a Mongólia.
Meu amigo Fabian Santos está preparando mais uma produção e me enviou o link para o trailer do “End Game”. Foi o Fabian que rodou A Francesa, um curta-metragem que eu escrevi em Niterói e depois rodamos em Nova Friburgo.
No último fim de semana estive ajudando o primeiro wordcamp brasileiro. Wordcamp é o evento onde os entusiastas do software livre wordpress se reúnem para trocar ideias. A versão brasileira foi promovida pelas pessoas que traduzem o wordpress para o português brasileiro, e como todo bom evento de software livre o wordcamp depende de voluntários para acontecer.
Presenças notáveis: Matt Mullenweg, criador da plataforma wordpress, e o José Fontainhas que trabalha na Automatic e nos apresentou o BuddyPress, uma ferramenta que transforma o wordpress em um sistema de relacionamentos como o orkut ou o ning. Foi o Fontainhas quem citou a frase “Tudo o que não dás, perde-se”. Ah, como seria bom se eu já tivesse aprendido essa lição quando eu era webmaster na Vianet de Niterói em 1997…
Obrigado pela iniciativa da Equipe WordPress-BR, especialmente a Cátia Kitahara e o Leo Germani que por uma questão geográfica ficaram mais envolvidos no processo. O empenho de todos têm tornado a web, que é a nossa casa, um espaço melhor; mais social; enfim, mais humano.
Algumas fotos do evento:
Um dia antes do evento, estou com o pessoal arrumando os crachás dos participantes
A linha de montagem dos kits me deixou (um pouco) como o Carlitos em Tempos Modernos
Leo dando instruções sobre as primeiras palestras do wordcamp no domingo de manhã: estava realmente frio...
Todo mundo no palco: está tão pequeninho que eu não me achei
Esse aí é o Matt, enquato era caricaturado em uma camiseta
Quadro com Twitter da galera que participou do WordCamp
Dinâmica no final do evento onde todos montaram um quadro de ideias
O Elcio Ferreira me convidou para a brincadeira que o Nando Vieira começou em seu blog. De cara eu fiquei receoso de ficar com imagem de nerd que não sai da frente o computador. Quando descobri que a Daniele Viana teve o mesmo receio que eu tive eu fiquei mais tranquilo, mesmo porque ela se saiu muito bem. Então vamos lá:
Eu também assisto aos episódios de Heroes, Lost e 24 Horas, todos baixados pela internet, porque a qualidade é melhor que na TV e eu controlo o horário de assistir. Assim como a Daniela, eu assisto no sofá
Eu gosto muito de comer, ou a frase correta seria “eu gosto de comer muito”? Eu gosto de comer salada com frango, torteloni, sashimi, gyoza e moyashi refogado com bastante shoyu. Quando estou assistindo tv eu como pão de queijo e nuggets de frango. Isso me leva a outro costume:
Eu faço academia umas três vezes por semana; em geral menos. Faço uma sessão chata de musculação mas o que eu gosto mesmo é das aulas de body combat da Adriane, de onde eu saio me sentindo o próprio Naruto Eu também gostava muito de correr. Eu costuma correr sempre que me sentia confuso ou bravo com alguma situação. Desde o fim de minha adolecencia eu corria, mas depois de fazer a Meia Maratona do Rio eu fiquei com uma lesão no joelho e não consigo correr mais que 10 minutos… é avida.
Eu gosto muito de ouvir música. Não costumo ouvir um gênero específico. Das músicas populares, bregas mesmo, eu faço uma seleção que depois eu junto no podcast (nerds!). Mas eu gosto de classicos como Grieg, teen como a Abril, Soul como o Ray Charles e quando eu fico estressado com alguma pressão social o jeito é chamar o Ozzy Osbourne.
Adoro jogar poquer com os amigos. Costumo jogar na casa do meu colega Aurélio e da minha irmã Sandra.
Gosto de passar o tempo com duas garotas que mexem muito comigo: a Ana Paula e a Yohanah. Passear em um parque, ir ao teatro ou simplesmente jogar conversa fora.
Existem coisas que eu costumava fazer, mas que não tenho feito nos últimos meses. Mas quem sabe eu volte a fazer:
Eu costumava pintar óleo sobre tela e desenhar com lápis ou fusein. Até fui atrás desse desenho de 1994.
Eu já fiz várias tentativas de criar conteúdo. A primeira foi um jornal chamado O Arroto, que editei no IPAE. Depois disso tentei um jornal de informática no 2º grau chamado Futura, que teve 4 edições e está arquivado na biblioteca central no UNASP de Engenheiro Coelho. Fiz uma coluna chamada Antena Nikiti enquanto morei em Niterói, e depois fiquei sem fazer nada até este blog nascer.
Eu lia bastante livros de humanidades em geral. Fiz até um curso superior disso, ahah. Mas faz meses que eu não cultivo o hábito.
Quem eu conheço que faz blog e eu convido para a brincadeira são:
Quando eu morava em Niterói eu fui algumas vezes ao MAC. Foi lá que tive aquilo que considero minha primeira experiência com a arte contemporânea, quando fiquei parado frente a uma única tela por cerca de 45 minutos sem deixar de ver nela novidades.
Acontece que na arte moderna o sentido não está na obra em si. A obra é, na verdade, o objeto que vai sucitar o(s) sentido(s) no observador. E quando nos referimos a uma obra de arte contemporânea de boa qualidade, isso significa que aquela obra é capaz de sucitar muitas experiências em uma mesma pessoa.
Nesse último fim de semana eu estava passeando com minha filha, a Yohanah, pelo parque Ibirapuera, e ela me lembrou como é observar uma obra contemporânea. Foi quando nós passamos por este espaço aí da foto e ela me mostrou um papel, em primeiro plano, e um barco, em segundo plano. Pena que eu, já um pouco mais tapado para estas coisas, não consegui ver o barco. Quem sabe eu aprenda um pouco mais com ela…