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Pesquisa Aponta: Nome de Kassab Não Decola

Pesquisa do Datafolha sobre a intenção de voto para prefeito, realizada no dia 15, de maio indica três coisas interessantes:

  • O atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, se encontra em 3º lugar com somente 15% das intenções de voto;
  • Marta Suplicy e Geraldo Alckmin se encontram empatados para o primeiro turno, cada um com 30% das intenções: o dobro do alcançado por Kassab;
  • Geraldo Alckmin ganharia de Marta Suplicy com folga no segundo turno;

A pesquisa mostra que o atual prefeito Gilberto Kassab não conseguiu transformar os fatos políticos de sua gestão em votos. A situação favorável de Kassab, que é o prefeito em exercício, parece não ser suficiente para tornar a sua campanha viável. Segundo esta pesquisa, mais da metade dos votos do Kassab (63%) migrariam para Alckmin em um eventual 2º turno.

Apesar do empate técnico entre Alckmin e Marta no primeiro turno, o 2º turno é claramente favorável ao candidato tucano. Isso acontece porque o eleitor paulistano tem um alto índice de rejeição ao nome de Marta. Ou seja: muita gente odiaria ter Marta Suplicy como prefeita. Tal rejeição não é enfrentada por Alckmin que foi o governador com o maior índice de aprovação no Brasil.

Ao que tudo indica a divisão entre democratas e PSDB deve favorecer a candidatura do PT no primeiro turno das próximas eleições, mas o índice de rejeição de Marta deve favorecer a eleição do candidato tucano. Até junho teremos a definição de quem são de fato os candidatos. Novidades como uma candidatura de Paulo Maluf do PP ou um candidato independente por partidos menores pode alterar consideravelmente as possibilidades para as eleições.

ps: os números foram arredondados. Consulte a matéria original para obter as porcentagens exatas.

ps2: leia o comentário do tucaníssimo Raul Christiano.

ps2: leia o comentário não tão tucano dado pelo blog Tucano Jovem.

Políticas de Ensino Superior

Abertura do Seminário Ensino Superior numa Era de Globalização

Aconteceu nesses dias 3 e 4 de dezembro um seminário sobre ensino superior na Fapesp e eu estive envolvido por meio do Instituto do Legislativo Paulista (ILP). O seminário foi realizado pela Assembléia Legislativa (Alesp) em conjunto com a Fapesp e dois núcleos de pesquisa da USP. O presidente da Alesp, deputado Vaz de Lima, se demonstrou bastante comprometido com o seminário que deve influenciar fortemente as políticas de ensino superior do Estado.

Me senti particularmente estimulado em participar deste seminário pois os estudos apontam para um modelo de ensino superior que havíamos defendido na juventudo do PSDB e no Congresso Estadual do PSDB em Praia Grande faz alguns meses. O Congresso é o espaço onde o partido decide quais são as teses que vão direcionar as ações políticas em geral. Neste caso defendemos uma melhoria na política do ensino superior, que poderia ter uma atuação mais relevante na formação profissional e no desenvolvimento de inovações tecnológicas que levem nossos produtos a um patamar de competitividade internacional.

Hoje o Estado trata faculdade como ambiente de pesquisa e não como uma oportunidade para criar profissionais para o mercado de trabalho e melhorar a nossa economia. As expectativas da sociedade na verdade não são atendidas. Porque para a grande maioria das pessoas o mais importante não ter a melhor faculdade da América Latina na sua cidade ou no seu estado. O mais importante para o cidadão é saber que na sua cidade ou no seu estado existem oportunidades reais para que o seu filho possa se formar em uma instituição de ensino superior adequada e enfrentar o mercado de trabalho com dignidade.

O caso de sucesso analisado foi o Masterplan do estado Califórnia. A idéia é que uma parcela relativamente pequena, de cerca de 10% dos estudantes de ensino superior no estado tenham acesso aos cursos de pesquisa. São estudantes que têm pretensões de se tornarem professores, pesquisadores ou profissionais com especialização acadêmica. Os demais alunos ficariam em faculdades voltadas ao ensino mas sem pretensão de pesquisas acadêmicas. Cursos com esta características podem inclusive ter uma duração menor, o que de fato acontece na Califórnia, onde a legislação facilita a existência destes cursos. Adaptando para o cenário brasileiro, seria como ampliar a oferta de cursos de tecnólogos, com duração menor que os cursos tradicionais. Na Califórnia 80% dos alunos que se formam no ensino médio ingressam diretamente nos cursos de pequena duração, 10% vão para cursos de pesquisa e outros 10% vão para cursos regulares de 4 ou 5 anos de duração, mas sem foco em pesquisa.

Eu vejo duas vantagens em diversificar os investimentos em ensino superior da maneira exposta acima. Em primeiro lugar, manter um ensino superior de qualidade como o que temos em São Paulo é muito caro, e impossível de se estender a toda a população de possíveis alunos. Defender a manutenção do sistema como ele se encontra hoje é uma postura elitista, pois somente os mais ricos tem condições reais de receber um ensino superior no modelo atual. Em segundo lugar eu acredito que um modelo diversificado é melhor para os alunos, que na maioria das vezes não querem e não precisam de um preparo em uma instituição de excelência em pesquisas.

Quando eu entrei na Faculdade de Ciências Sociais da USP quase todos os colegas ficavam angustiados sobre o seu futuro profissional; porque a maioria tinha entrado para o curso pensando em alguma atuação no mercado, ou como professor de escola, ou como funcionário público, mas a pressão do meio acadêmico para que cada aluno se torne um pesquisador era muito grande. Não é a toa que dos 210 alunos que ingressam todos os anos neste curso, somente cerca de 40 conseguem terminar o curso. No curso de filosofia a taxa de desistência é ainda maior.

As apresentações do seminário foram muito interessantes, oferecendo um amplo quadro comparativo das políticas públicas de ensino superior em diversos países. Da palestrante Wan-hua Ma, da China, veio um alerta importante que vale tanto para a China quanto para o Brasil. Nos últimos dez anos o Brasil dobrou a oferta de vagas para a faixa de jovens formados no ensino médio. Quando ampliamos a oferta de vagas em um ritmo tão acelerado, precisamos tomar cuidado com a qualidade dos cursos que estão sendo ofertados. No Brasil 90% das vagas são oferecidas pela iniciativa privada, que deve receber critérios claros de atuação e receber uma fiscalização efetiva por parte do Estado. O outro ponto de fragilidade, talvez este muito mais preocupante pois amplia bastante o debate, é a qualidade dos alunos que se formam no ensino médio. Uma boa instituição de ensino não se faz somente com bons professores, mas acredito eu que principalmente de bons alunos.

Por fim quero apresentar minhas satisfações com os organizadores deste eventos, em especial o prof. Guilhon Albuquerque e a profª. Elizabeth Balbachevsky e me por a disposição para continuar demonstrando apoio a este modelo de ensino que poderá melhorar a vida de muitos jovens paulistas se implementado.

Excesso de Velocidade nas Pistas e Masculinidade

Saiu no podcast do Gilberto Dimenstein na CBN que uma pesquisa do governo australiano mostra que é eficaz a campanha que relaciona excesso de velocidade no trânsito ao tamanho do pênis. A pesquisa mostra que muitos jovens repensaram sua atitude no trânsito depois de assistir a campanha contra velocidade no trânsito, onde garotas sugeriam que os motoristas apressadinhos teriam pênis pequeno.

Fica a sugestão para copiarmos a campanha aqui no Brasil. E para mostrar que a minha sugestão é pra valer, vou começar pelo meu blog:

Curso de Ajax

Atenção: em breve neste blog estarei ministrando um super curso falando tudo sobre esta maravilha da modernidade que conhecemos como ajax!

Como prova da qualidade do material que tenho coletado para este curso, envio esta imagem da minha pesquisa de campo, lembrando a todos que estou aberto a sugestões para melhorar o conteúdo do curso.

ps: espero que os meus colegas da Visie não morram de inveja do meu curso, eheh.