religião

2012.03.09 Templo Lama, Templo de Confúcio

Nesta sexta fomos ao Templo Lama e ao Templo de Confúcio. No final do dia compramos passagem de ida e volta para Cheng De, uma cidade ao norte, onde vamos ficar duas noites a partir de domingo.

Depois escrevo algo a respeito dos dois templos de hoje.

O Templo Lama é um complexo de templos administrado pelo governo. Foi construído para ser usado como residência de um imperador e convertido em templos pelo seu sucessor. O complexo tem templos com características Han, Tibetana, Mongol e Manchu. Para mim só existe distinção daquilo que é Tibetano e o restante que é “chinês”, mas tudo bem.

O que eu acho mais fascinante em um templo não é tanto a beleza dos prédios ou das esculturas, mas sim o movimento dos fiéis. Um bocado de gente visitava o local acendendo incensos se prostrando. Dois senhores e uma senhora pareciam ter vindo direto do Tibet para visitar o lugar. Eles se prostravam na frente de cada divindade, o que pode levar um tempão.

Se o Templo Lama é repleto de fiéis, o Templo de Confúcio tem muito menos visitantes, a maioria vindo com caravana. O Confucionismo foi perseguido durante a Revolução Cultural e finalmente voltou a cena nos últimos dois anos, quando voltou a ser permitido organizações confucionistas, e exibição de estatuas.

É um sistema moral que me parece muito positivo: valoriza a meritocracia, os valores familiares orientais de respeito e ajuda, e trata da moralidade em relação a sociedade. No templo existem estelas com nomes dos classificados em concursos públicos, outras comemorando feitos estatais notáveis, estátuas de Confúcio e discípulos, além de muitas exposições sobre o assunto. Uma ótima iniciação.

Fiquei com vergonha de não ter lido o livro do Max Weber sobre a religião da China, ou a introdução ao confucionismo… Mas eu farei isso no futuro.

PS: comprar passagens foi fácil: tem um guinche com atendimento em inglês 🙂

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A Utilidade da Filosofia e Karl Popper

Nossa! Como a Bárbara tem escrito no seu blog. Acho que é para fazer jus a fama de que o povo de ciências humanas adora esticar o assunto 🙂

Em relação a suposta arrogância de Karl Popper, acredito que se trata de uma conclusão epistemológica. Epistemologia é interessante. Tive contato com dois professores que falavam bastante de epistemologia que é a ciência da ciência.

A teoria de Einstein seria melhor que a teoria de Freud segundo a epistemologia poperiana, sim. Uma evidência disso: a teoria de Freud é base de teorias modernas, mas a teoria de Freud está superada ao contrário da teoria da relatividade que apesar de várias tentativas ainda não foi rfutada nem melhorada.

Agora eu vou falar um pouco sobre a utilidade da filosofia, que foi a pergunta que a Bárbara se deparou. Bem, eu acho que para responder adequadamente esta pergunta é mais fácil decompor. E eu decomponho a questão separando os campos da filosofia.

A epistemologia é um campo da filosofia importante para todas as outras ciências. Qualquer cientista de um ramo pragmático pode trabalhar na produção científica sem se preocupar com questões teóricas, questões epistemológicas. É o caso do médico e do químico. Já um cientista que trabalha em um campo não pragmático eventualmente precisa se voltar a questões de ciência básica, epistemológica. Este costuma ser o caso no campo das ciências humanas e em alguns campos da física onde não existe uma teoria pragmática.

A ética é outro ramo interessante e igualmente útil. O lugar mais comum de encontrar a ética aplicada é no meio jurisprudencial, especialmente quando está em discussão questões não abordadas explicitamente no ordenamento jurídico. A política e a religião também recorrem a ética quando discutem, por exemplo, a questão do aborto.

Existem outros campos, como a lógica em que existe um lado mais teórico e outro mais aplicado. Mas no geral existe equele lado romântico ou místico que a filosofia desperta nas pessoas em geral. É aquela face da filosofia que abre a porta para a imaginação e para as respostas existenciais de que os Homens tanto precisam.

Sucesso na sua faculdade Bárbara 😉

John Haggai

Domingo, dia 29, eu havia me comprometido de levar um original para a confecção do novo uniforme do Clube de Desbravadores ao Mário, nosso diretor. Apesar do jogo final da Copa América com o Brasil eu fui à igreja a fim de lhe entregar os originais. No caminho, senti vontade de assistir na Primeira Igreja Batista de Niterói, mas como tinha meu compromisso com Mário, fui à minha Igreja Adventista. Chegando lá cumprimentei meu amigo Fabinho e o convidei a irmos juntos à Igreja Batista. Entregamos os originais assim que Mário chegou e fomos à Igreja Batista, onde nos sentamos no meio da igreja.

À cerca de três anos atrás meu pai presenteou a mim e a meu irmão dando a cada um o livro intitulado “Seja Um Líder de Verdade”, de John Haggai. Esse livro é muito rico em experiências, e ensina a liderança por meio de 12 princípios tidos como básicos para um líder. Apesar de ficar claro no livro que John era um líder cristão, não havia menção de qual era a religião de John Haggai. Tive vontade de conhecê-lo, mas não tinha nem idéia de como ou aonde. Ele também menciona no livro um instituto fundado por ele próprio e 1969, o Instituto Haggai, de Singapura. Hoje o Instituto Haggai já treinou cerca de 27000 líderes de quase trinta religiões de 142 países, e esses líderes já treinaram mais de 2 milhões de pessoas.

Eu e Fabinho cantávamos animados os hinos da igreja batista. Logo a seguir houve alguns batismos e ouvimos ainda ao lançamento de um CD. Até então já havia se passado pouco mais de uma hora, e Fabinho me pediu licença para se retirar, pois já estava tarde para ele. Continuei a assistir o programa. Cantamos algumas músicas tradicionais do hinário “Cantor Cristão” e ouvimos o coral até que o orador da noite foi anunciado, e quão surpreso estive em saber que John Haggai iria dirigir a palavra naquela noite. Ele, e mais outros companheiros do Instituto Haggai vieram ao Brasil em ocasião do Congresso de Liberdade Religiosa. Realmente foi uma coincidência muito feliz tê-lo encontrado sem ao menos saber que ele estava no Brasil. Ele falou sobre liderança cristã e usou a história dos reis israelitas como ilustração. Ao final do culto fiz questão de cumprimentar os membros do Instituto Haggai e também o Pr. Haggai. Quando disse que era filho de pastor adventista, e que eu lia seus livros há três anos e que estava ali na igreja por acaso ele se admirou. — “Quantos anos você tem?” — Ele me perguntou. —”Dezesseis”, respondi e seu semblante novamente se mostrou um tanto admirado; talvez por não ter passado por sua cabeça que um jovem de 13 anos lesse seu livro sobre liderança. — “Aquele livro é fruto de décadas de experiências minha, e você está tirando proveito delas desde então. Que bom!” Antes de voltar para casa troquei email com o seu secretário, John Bachman, que me prometeu enviar o endereço da homepage após tirar uma foto comigo e Hernando Alvin, também do Instituto Haggai.

Império Mundial (De China, Europa e EUA?)

Mês que vem Hong Kong passa a ser novamente território chinês. Esse ano de 97 é muito importante para a China que deve chegar à quarta economia mundial até setembro deste ano. Quando a Inglaterra fixou colônia na pequena ilha fez dela um paraíso econômico, onde praticamente não há impostos com a intenção de convencer a China de que o capitalismo era um boa opção. O resultado é que Hong Kong tem hoje o maior porto marítimo e uma economia assustadora. De todos os países que tentaram um sistema político alternativo ao capitalismo, a China obteve maior sucesso, porque Deng Shao Ping conseguiu se fechar totalmente às outras cultura. Hoje Shao Ping esta morto, mas os três maiores homens da China ainda trabalham a favor de seus ideais. Se tudo der a China pode mesmo tomar o cobiçado lugar dos EUA de primeira nação, a pesar de que se isso realmente acontecer, eu não acredito que o domínio chinês será ignorantemente mantido quase exclusivamente em cima de acordos unilaterais e esmagamento dos concorrentes baseando-se em impostos. Essa política está mais que arcaica. A cerca de uma década um certo líder do Oriente Médio estava arrecadando fundos para reconstruir a cidade de Babilônia. Esse certo líder chama-se Saddam Hussein, e se ele acreditasse, ou conhecesse melhor a bíblia saberia que essa cidade, símbolo de um império mundial, nunca seria reconstruída. Como todos sabem veio a guerra do Golfo e todo o sonho do ditador Iraquiano caiu em terra, ou melhor, areia. Não sei se os chineses pretendem fazer algo do gênero, mas a União Européia vai sofrer muitas decepções até perceber que profecia não se discute (nunca mais se levantará um reino mundial nessa Terra).Bonaparte e Hitler já tiveram suas decepções quando tentaram usar a força, e hoje a Europa fala em reunificação baseando-se em acordos políticos, mas esses mesmos acordos são abalados a cada movimento político no velho continente. Na Inglaterra os ‘populistas’ vencem eleições, na França são os socialistas que dividem o poder desacelerando a unificação da moeda. Israelenses cobram de suíços ouro que teria sido roubado deles pelos alemães e depositados nos cofres alpinos. E por falar em Israel, você já parou para pensar no quadro religioso mundial? Em Israel a questão religiosa é com certeza mais considerada. A Roma católica já demonstrou, e vem demonstrando interesses claros na Terra Santa (como se bastassem os israelenses e palestinos).

Esse interesse se daria por interesse nos devotos israelenses, ou ainda por motivos mercantis (que quem vive para o evangelho viva do evangelho, não é mesmo?). Uma vez que Roma, na figura de João Paulo II tem um crédito enorme na política internacional, não seria muito difícil ver o pontífice mexendo os ‘pauzinhos’ tanto na EU quanto nos outros países. É bom lembrar que durante mais de um milênio a igreja prendeu o mundo ao medievalismo e que quem discordasse era queimado na fogueira, passado que não é negado por ninguém. Vale lembrar que a própria igreja errou muitas vezes. Só para efeito de exemplo, a igreja sempre defendeu que a Terra era redonda, chegando a quase matar importantes físicos.

O fato da Terra ser redonda só foi oficialmente consertado pela igreja nesta década!!? Quase 500 anos após as primeiras navegações chegarem à América. Por fim é de dar medo imaginar um acordo entre a igreja católica, judeus e os devotos maometanos. Quem as religiões criem um ‘ponto comum’ e denominem-se ecumenicamente cristão. Resta a seguinte dúvida: se a igreja cristã fixar alguma espécie de diretriz, qual será a atitude dos mais ‘devotos’? Que Deus nos acuda e não nos obrigue a agir contra nossas crenças em favor de uma igreja mundial.