Rio de Janeiro

Pleonasmo por Nós na Fita

Nós na Fita é um espetáculo de stand up comedy brasileiro. O espetáculo satiriza situações do dia-a-dia. Fez enorme sucesso desde sua estreia na cidade do Rio de Janeiro, em 2004. Estou trazendo um trechinho da peça que o meu cunhado indicou: fala sobre a irritação pelo uso que as pessoas fazem do pleonasmo no dia a dia quotidiano 🙂

É triste, mas verdade

Hoje vi uma matéria no blog do Alexandre Assumpção, um colega que mora no Flamengo. Ele ficou indignado com o que viu no quarteirão do Palácio do Catete e tirou umas fotos e colocou no seu blog: pessoas pobres em clara situação de vulnerabilidade social. É triste, mas verdade.

Praça José de Alencar no Flamengo, Rio de Janeiro, Brasil
Praça José de Alencar no Flamengo, Rio de Janeiro, Brasil.

Em janeiro estive no Flamengo e na rua uma senhora puxou assunto sobre os “favelados” que ficavam “enfeiando” a Praça José de Alencar, próximo ao Largo do Machado. Ela se referia a um casal de jovens namorando nos banquinhos da praça. Os dois estavam vestidos com roupas velhas, eram inegavelmente pobres. Aos meus olhos esse era o único “problema” com o casal de namorados.

Fiquei mais perplexo ainda quando aquela senhora continuou dizendo que ela já tinha tomado a atitude de telefonar para a Polícia Militar, mas que as autoridades não resolviam o problema, retirando aquelas pessoas da praça pública. Não é um absurdo? Uma senhora, provavelmente aposentada e de classe média, falando em limpeza social do bairro que vive? Ao meu ver a intolerância é, nesse caso, mais periogosa que a diferença social em si. Milosevick e Hitler usaram argumento falaciosos desse tipo para matar muita gente inocente!

Mas e aí? Apontado o problema social, qual seria a solução? Criar um movimento em defesa dos pobres, para dar banho neles, arranjar uma mesada do governo ou um programa de capacitação? Sim, o auge da minha ironia é apontar os pobres como incapazes. É cruel, mas é exatamente assim que aconteceu no diálogo com a aposentada. Os vizinhos da favela só são suportáveis quando vestem um uniforme: é o entregador do garrafão de água mineral, a trabalhadora doméstica ou o porteiro do prédio.

Este é um problema de cultura política: para o morador do bairro os pobres não deveriam existir. Os pobres não devem vivem nas ruas do bairro do Flamengo, mas no morro. O morro pode ser próximo geograficamente, mas para o cidadão de classe média é um lugar distante. Os aparelhos públicos não são compartilhados: a escola das crianças que moram no bairro do Flamengo não é a mesma escola das crianças da favela do Flamengo, porque o parque público deveria ser dividido…

Mesada do governo ou medidas paliativas é relativamente fácil de se conceber. Difícil é encontrar uma maneira de tirar a intolerância de dentro da cabeça das pessoas…

Notícias de uma Guerra Particular

Capa do DVD Notícias de uma Guerra Particular

Sempre que falo sobre moralidade com meus amigos eu me lembro de um filme que eu considero muito importante. É um documentário de João Moreira Salles chamado Notícias de uma Guerra Particular. Este documentário nos mostra um olhar sobre as comunidades pobres da cidade do Rio de Janeiro, a violência urbana decorrente do tráfico de drogas e a maneira como a Polícia Militar trata o assunto.

Eu vi este filme quando ainda cursava Ciências Sociais na FFLCH…

Foi assistindo a este filme que me dei conta de que a corrupção no Brasil nasce no cidadão comum. E isso me assusta muito ainda nos dias de hoje. Pois eu trabalho fazendo assessoria aos deputados estaduais do PSDB, e eu acredito que a política deve ser ocupada pelos cidadão que tem moralilibada e bons costumes.

Mais tarde o filme Tropa de Elite trouxe a mesma mensagem, mas desta vez romanceada: (1) a tolerância à corrupção existe em todas as classes sociais e (2) a soma de ilícitos menores gera a sociedade que temos; corrupta e ineficiente. Isso me entristece.

Eu recomendo que assistam ao documentário. Quem tiver dificuldades em conseguir o DVD segue abaixo link para o material que encontrei no google video em dez partes: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5, parte 6, parte 7, parte 8, parte 9 e parte 10. Já quebra um galho.

Yohanah de coelhinha e com peruca rosa

Parece que a Yohanah descobriu que quando ela digita o seu próprio nome no google ela vem parar no meu blog! Então ela pediu ontem que eu colocasse essas fotos dela aqui. Qualquer dia ela começa a me mandar sms pelo celular…

Yohanah com orelha de coelhinha e o vestido que a vovó Raquel fez no fim do ano. 
Yohanah com sua peruca rosa maluca: fora da cabeça parecia mais divertido, eheh…

 

Nós dois no reveillon de Copacabana

Exército brasileiro, Haiti e favelas cariocas

Não sabia que o Bráz de Araújo tinha falecido. Fiz duas matérias com ele sobre política internacional na fflch. Fiquei sabendo hoje no site do departamento de ciências políticas e no blog Tucanusp.

A propósito, o Alexandre Dias levantou um intrigante possibilidade em um post: de que o exército brasileiro utilizou a ocupação no Haiti para aprender técnicas de ocupação de favelas.

Acho improvável que a motivação do governo em ocupar o Haiti tenha sido a de treinar para ocupações no Rio de Janeiro, mas algum técnico do exército pode ter, sim, deslumbrado essa possibilidade: a de adquirir conhecimento para aplicar nas favelas cariocas.

Claude Monet

A exposição do impressionista francês Claude Monet estava uma graça. Fui lá dia 15 com o pessoal da minha escola. É verdade que o estilo de impressionismo empregado por Monet em suas últimas obras não são minhas preferidas, mas a expressividade de suas pinceladas é louvável. Para quem perdeu a exposição no Rio, ainda há a chance de ver no Masp, onde outras obras do próprio museu poderão ser vistos. Antes de apreciar as telas de Monet assistimos a um show de slides que mostrava a biografia do pintor fusa à história do impressionismo. Além dos quadros pintados por Monet, a mostra reúne quadros de amigos do pintor como Sézane e Manet.