Software Livre

Tudo o que não dás, perde-se

No último fim de semana estive ajudando o primeiro wordcamp brasileiro. Wordcamp é o evento onde os entusiastas do software livre wordpress se reúnem para trocar ideias. A versão brasileira foi promovida pelas pessoas que traduzem o wordpress para o português brasileiro, e como todo bom evento de software livre o wordcamp depende de voluntários para acontecer.

Presenças notáveis: Matt Mullenweg, criador da plataforma wordpress, e o José Fontainhas que trabalha na Automatic e nos apresentou o BuddyPress, uma ferramenta que transforma o wordpress em um sistema de relacionamentos como o orkut ou o ning. Foi o Fontainhas quem citou a frase “Tudo o que não dás, perde-se”. Ah, como seria bom se eu já tivesse aprendido essa lição quando eu era webmaster na Vianet de Niterói em 1997…

Obrigado pela iniciativa da Equipe WordPress-BR, especialmente a Cátia Kitahara e o Leo Germani que por uma questão geográfica ficaram mais envolvidos no processo. O empenho de todos têm tornado a web, que é a nossa casa, um espaço melhor; mais social; enfim, mais humano.

Algumas fotos do evento:

Um dia antes do evento, estou com o pessoal arrumando os crachás dos participantes
Um dia antes do evento, estou com o pessoal arrumando os crachás dos participantes
A linha de montagem dos kits me deixou (um pouco) como o Carlitos em Tempos Modernos :)
A linha de montagem dos kits me deixou (um pouco) como o Carlitos em Tempos Modernos 🙂
Leo dando instruções sobre as primeiras palestras do wordcamp
Leo dando instruções sobre as primeiras palestras do wordcamp no domingo de manhã: estava realmente frio...
Todo mundo no palco: tá tão pequeninho que eu não me achei :(
Todo mundo no palco: está tão pequeninho que eu não me achei 🙁
Esse aí é o Matt, enquato era caricaturado numa camiseta
Esse aí é o Matt, enquato era caricaturado em uma camiseta
Quadro com Twitter da galera que participou do WordCamp por Marcelo Costa
Quadro com Twitter da galera que participou do WordCamp
Dinâmica no final do evento onde todos montaram um quadro de ideias :)
Dinâmica no final do evento onde todos montaram um quadro de ideias 🙂

E você ainda pode ver todas as fotos postadas no flickr 😉

Campanha Contra Software Proprietário

Campanha contra Software Proprietário na Bahia

Hoje encontrei no blog do Vinícius essa companha contra software proprietário no programa de inclusão digital do governo da Bahia . O programa de inclusão digital do governo baiano utilizava ferramentas livres e agora a Miscrosoft está oferencendo de graça os seus próprios programas. O uso de programas livres tem a função de (1) baratear os custos do governo e (2) incentivar o cidadão a utilizar ferramentas que não implicam em custos de licença de uso.

Quando o cidadão de baixa renda aprende a fazer uma planilha no programa de inclusão digital, ele vai procurar usar o mesmo programa no computador de casa ou de trabalho. Se ele aprendeu a utilizar o Microsoft Excel, doado pela Microsoft ao Estado da Bahia, o recém incluído precisará desembolsar R$ 199,00 para ter uma cópia legal do programa. Ou seja, para cada 30 alunos que façam o curso e comprem o Office a Microsoft faturaria R$ 5.970,00. Faturaria (se não fosse a pirataria, claro).

O programa de inclusão social com ferramenta livre não estimula a pirataria e nem o consumo de produtos proprietários. Qualquer um pode instalar o OpenOffice sem nenhum custo, e sem ter digitar aquele odiável código de autenticidade.

Em vários lugares temos programas parecidos e que estão se curvando aos interesses escusos micro$soft. O governo Kassab fez isso na cidade de São Paulo. Mas eu ainda torço pelo bom senso, e que o treinamento com programas livres e de qualidade voltem à pauta nos centros de inclusão digital. Seja na Bahia, seja aqui em São Paulo.

ps: se você usa uma cópia ilegal do M$ Office: legalize já!

Ubuntu 8.04 LTS

Ontem de noite comecei a atualização do meu Ubuntu 7.10 para a versão nova que saiu ontemd e manhã, a versão 8.04 LTS. Precisei baixar cerca de 1.3 Gb de dados para realizar a atualização que ocorreu muito bem. Até o momento não percebi nenhum perda de dados ou configurações. As impressoras que eu tinha instalado continuam lá e meu ambiente gnome continua com a mesma aparência de antes. Meu teclado brasileiro não teve problemas de configuração, como li em outro blog que relatou a instalação do 8.04 RC por boot de CD…

Não gostei quando soube que viria a versão beta do firefox 3, mas a versão parece estável, e ainda busca as informações de proxy direto do sistema, o que é um ganho para mim que configuro proxy duas vezes por dia.

Uma coisa que não gostei foi ele ter retirado o VMWare que eu tinha instalado. Ele me perguntou se eu queria tirar algumas bibliotecas perdidas onde constava o vmware, e achei melhor tirar e instalar novamente depois da instalação. Foi uma precaução minha, portanto.

No asf@web já saiu um post sobre a atualização do sistema. O Antonio Fonseca também não encontrou problemas na atualização. Aguardo o relato de outros colegas usuáriod e ubuntu, como o Elcio que também estava se arriscando ontem 😉

Ubuntu Novo

Eu uso Ubuntu linux e neste sábado fiz a migração para a nova versão, a 7.10. Estava com medo de atualizar, pois a última atualização que fiz não deu muito certo, e alguns programas pararam de funcionar, mas eu confesso que fiz a atualização no processo “next man”, clicando nas opções sem ler quase nada.

Para atualizar meu ubuntu da versão 7.04 para a 7.10 foi necessário baixar uns 900Mb de pacotes e a instalação foi interrompida com diversas perguntas sobre manter ou não arquivos de configuração do apache, e outros módulos (o que achei chato, mas necessário).

Aparentemente tudo está correndo bem: minha experiência foi positiva. Só notei que o tema da janela de início de sessão do gnome ficou bagunçado (é um tema personalizado).

Porque recomendei a compra de um software proprietário para a instituição publica que trabalho

Há dois anos a equipe de informática em que eu trabalhava precisou de uma ferramenta especifica para planejamento de sistemas com gráficos UML. Após alguns dias de testes com varias ferramentas, algumas livres e outras pagas, entendemos que as opcoes livres disponíveis eram muito instáveis e que não ofereciam todos os recursos necessários. As ferramentas preferidas foram o Argo UML e o Borland Together, a primeira livre e a segunda comercial. Aquela época o Argo não oferecia o pouco que precisávamos: uma boa ferramenta de diagrama de classes seria o suficiente. A versão testada era instável, tendo fechado varias vezes durante os testes sem nenhum motivo aparente. Optamos pela ferramenta comercial da Borland pois parecia ser a opcao que oferecia o menor custo ao Estado, considerando que a ferramenta era completa e estável e parte da equipe tinha vivencia com o ambiente Borland, o que significa uma importante economia com treinamento de pessoal. Por fim, o Together oferecia uma integração com a ferramenta livre Eclipse, utilizada pela equipe.

Feita a opcao passei um memorando expressando minha recomendação para a administração. Pouco mais de um semestre depois e passado um processo moroso de compra, a mesma foi concluída e recebemos o software, já defasado e incompatível com nossa versão de eclipse. No pedido de compra solicitamos uma versão especifica do Together, sem levar em conta de que durante o processo compra uma nova versão poderia ser lançada, como de fato aconteceu. Mas como eu poderia saber?

O infeliz desfecho é que trabalhos durante muito tempo sem documentação UML em função da ineficácia da administração em comprar o software em temp adequado. Hoje o Argo passou para um outro time de desenvolvedores, e aqueles bugs mais irritantes já foram corrigidos. Consigo gerar meus diagramas de classes tranquilamente e tenho uma exportação para código java bastante útil para projetos recém especificados. Vez por outra me pergunto se eu deveria ter me empenhado mais em fazer o processo de compra do Together andar mais rápido, mas acho que não. Teria sido um desperdício maior ainda me desviar da minha ocupação de desenvolvedor para desbravar o mundo desconhecido do processo administrativo de compra de software. Outras opcoes, como baixar o codigo fonte do Argo e desenvolver as funcionalidade eu mesmo eram custosas demais, e acabei deixando de lado. O software livre é uma tendencia interessante, cujas vantagens para os usuarios é inegavel, e para os desenvolvedores é quase sempre vantajoso. Determinar quais as condicoes em que vale a produzir um software livre é uma tarefa mais dificil do que parece.

Quando a distribuição sugere pacotes incompatíveis

Distribuições linux trazem um conjunto de coeso de componentes de sistema operacional e assessórios que juntos funcionam sem que haja conflitos. Ou pelo menos na teoria é assim.

Por acaso passei pelo mesmo problema duas vezes em menos de 24h. Primeiro ao instalar o tomcat no ubuntu 6.10 que opero na Assembléia, e hoje ao instalar o mesmo tomcat em um servidor Suse.

Ambas distribuições sugerem o uso do tomcat 5.0.30, mas quando se instala as ferramentas de administração do tomcat, o admin simplesmente não roda devido a uma incompatibilidade entre o struts da distribuição e os arquivos de configuração do admin. Em outras palavras: o sistema recomenda um struts incompatível com a recomendação do admin do tomcat.

Solução? Fazer como qualquer mortal faria, baixando o tomcat estável (5.0.28) do site da apache, que vem com o strutus adequado, processo relativamente tranquilo e rápido, apesar de não manter o santo padrão das distribuições (diretórios, autorizações…).

Agora, quando me argumentarem que tomcat só se instala em servidor com os YaSTs e apt-gets, posso dizer por experiência própria que nem sempre é o melhor.

Por último, para quem ainda não se convenceu: quando vou instalar o tomcat no SUSE o YaST sugere que se instale o java open source. Resultado: incompatibilidade com vários códigos java. Solução: instalar outro pacote do SUSE com o java da sun…

E se você só usa a tal distribuição só porque lhe garantiram que era a distribuição mais estável e que usar outra distribuição vai contra a política da empresa? Bem, daí só resta ficar resmungando nos blogs afora :-/