Software

Google Anuncia Street View no Brasil

O google anunciou o início do mapeamento de ruas em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O Street View é uma funcionalidade do Google Maps e Google Earth que permite ter uma visão de 360º no nível da rua, como se você estivesse no local olhando para as fachadas dos prédios e casas e já se encontra disponível em vários países. Por enquanto não existe previsão para a publicação das fotos brasileiras.

Janela de um apartamento com pênis de borracha
Janela de um apartamento com pênis de borracha

Existe uma preocupação geral sobre privacidade, uma vez que as câmeras capturam o rosto das pessoas, as placas dos carros e as janelas das casas. A resposta do google tem sido esmaecer (embaçar) qualquer imagem que possa comprometer alguém. Ainda assim existem casos estranhos como estas duas fotos que eu selecionei: uma vitrine com pênis de borracha expostos e outro bem bizarra de Yokahama, onde um cara está com a mão sobre o peito de uma garota.

Yokohama: garota é bulinada em frente ao carro do Google
Yokohama: garota é bulinada em frente ao carro do Google

No Japão o Google deve mudar a altura das câmeras baixando alguns centímetros para evitar que seja fotografados os quintais das casas. Ou seja, as fotos que estão publicadas hoje devem ser substituídas por novas fotos. Procurei hoje fotos na ilha de Hokkaido que mostrasse esse tipo de exposição dos quintais das casas, mas o máximo que encontrei foi essa foto aí em baixo. Você pode clicar nela para abrir o Google Street View.

Quital de uma casa em Hokkaido, Japão: quebra de privacidade?
Quital de uma casa em Hokkaido, Japão: quebra de privacidade?

O que você acha do Street View mapear as ruas da sua cidade? E a fachada da sua casa? Você acha que vale a pena pedir para o Google baixar a câmera para evitar danos à privacidade das pessoas? Na minha opinião o Street View simplesmente me permite ver aquilo que é publicamente permitido ver se eu estivesse naquela rua, e portanto é um serviço positivo. O que acha?

Referência:
Google e Fiat se unem para trazer Street View ao Brasil na Geek

Backup Esperto com o Dropbox

Logo do Drop BoxFazer backup é importante, mas é uma tarefa enfadonha. Nas últimas semanas conheci um serviço muito bom de backup que torna a tarefa de backup super fácil. O serviço se chama dropbox.

Como funciona: na instalação é criada uma pasta especial chamada DropBox. Todo arquivo que você salva ali dentro é mandado para a nuvem. O backup é diferencial: se você estiver editando um texto de várias páginas e só alterar um parágrafo, somente este parágrafo é enviado, tornando o processo rápido e economizando banda de internet.

Espaço: o serviço oferece 2Gb gratuitos, e se você precisar de mais espaço o serviço pode ser contratado. Dependendo da sua necessidade pode ser interessante.

Compatibilidade:  tenho utilizado o serviço em um computador com Windows e outro com linux ubuntu, e programa funciona bem nas duas plataformas, inclusive os acentos (qualquer unicode, na verdade).

Confiabilidade: eu não faço ideia de quem detém o capital do dropbox, então por enquanto eu não tenho colocado informações sensiveis na minha pasta do dropbox.

Jabá: para assinar o Dropbox clique aqui e crie a sua conta gratuita com 2,25Gb!

Campanha Contra Software Proprietário

Campanha contra Software Proprietário na Bahia

Hoje encontrei no blog do Vinícius essa companha contra software proprietário no programa de inclusão digital do governo da Bahia . O programa de inclusão digital do governo baiano utilizava ferramentas livres e agora a Miscrosoft está oferencendo de graça os seus próprios programas. O uso de programas livres tem a função de (1) baratear os custos do governo e (2) incentivar o cidadão a utilizar ferramentas que não implicam em custos de licença de uso.

Quando o cidadão de baixa renda aprende a fazer uma planilha no programa de inclusão digital, ele vai procurar usar o mesmo programa no computador de casa ou de trabalho. Se ele aprendeu a utilizar o Microsoft Excel, doado pela Microsoft ao Estado da Bahia, o recém incluído precisará desembolsar R$ 199,00 para ter uma cópia legal do programa. Ou seja, para cada 30 alunos que façam o curso e comprem o Office a Microsoft faturaria R$ 5.970,00. Faturaria (se não fosse a pirataria, claro).

O programa de inclusão social com ferramenta livre não estimula a pirataria e nem o consumo de produtos proprietários. Qualquer um pode instalar o OpenOffice sem nenhum custo, e sem ter digitar aquele odiável código de autenticidade.

Em vários lugares temos programas parecidos e que estão se curvando aos interesses escusos micro$soft. O governo Kassab fez isso na cidade de São Paulo. Mas eu ainda torço pelo bom senso, e que o treinamento com programas livres e de qualidade voltem à pauta nos centros de inclusão digital. Seja na Bahia, seja aqui em São Paulo.

ps: se você usa uma cópia ilegal do M$ Office: legalize já!

Ubuntu 8.04 LTS

Ontem de noite comecei a atualização do meu Ubuntu 7.10 para a versão nova que saiu ontemd e manhã, a versão 8.04 LTS. Precisei baixar cerca de 1.3 Gb de dados para realizar a atualização que ocorreu muito bem. Até o momento não percebi nenhum perda de dados ou configurações. As impressoras que eu tinha instalado continuam lá e meu ambiente gnome continua com a mesma aparência de antes. Meu teclado brasileiro não teve problemas de configuração, como li em outro blog que relatou a instalação do 8.04 RC por boot de CD…

Não gostei quando soube que viria a versão beta do firefox 3, mas a versão parece estável, e ainda busca as informações de proxy direto do sistema, o que é um ganho para mim que configuro proxy duas vezes por dia.

Uma coisa que não gostei foi ele ter retirado o VMWare que eu tinha instalado. Ele me perguntou se eu queria tirar algumas bibliotecas perdidas onde constava o vmware, e achei melhor tirar e instalar novamente depois da instalação. Foi uma precaução minha, portanto.

No asf@web já saiu um post sobre a atualização do sistema. O Antonio Fonseca também não encontrou problemas na atualização. Aguardo o relato de outros colegas usuáriod e ubuntu, como o Elcio que também estava se arriscando ontem 😉

Ubuntu Novo

Eu uso Ubuntu linux e neste sábado fiz a migração para a nova versão, a 7.10. Estava com medo de atualizar, pois a última atualização que fiz não deu muito certo, e alguns programas pararam de funcionar, mas eu confesso que fiz a atualização no processo “next man”, clicando nas opções sem ler quase nada.

Para atualizar meu ubuntu da versão 7.04 para a 7.10 foi necessário baixar uns 900Mb de pacotes e a instalação foi interrompida com diversas perguntas sobre manter ou não arquivos de configuração do apache, e outros módulos (o que achei chato, mas necessário).

Aparentemente tudo está correndo bem: minha experiência foi positiva. Só notei que o tema da janela de início de sessão do gnome ficou bagunçado (é um tema personalizado).

Proibição de Venda Casada

No último dia 15 a Info noticiou proposta da deputada federal Raquel Teixeira de proibir a venda casada de hardware com software, seja ele sistema operacional ou aplicativo.

A proposta é interessante pois tem a intenção de combater o monopólio da Microsoft, mas prejudica o consumidor. O consumidor precisa de um hardware com software pré-instalado, que ele ligue e já possa usar. Além disso existem os computadores de grande porte que podem não ter opção de sistema operacional, e a proposta simplesmente perde o sentido neste caso em que só seria gerado maiores problemas para consumidores e vendedores.

A proposta em questão poderia ser melhorada no sentido de dar incentivos fiscais aos fabricantes que dão opção de venda de seus hardwares com programas livres. De certa forma é o que acontece com o programa de financiamento do governo federal, mas ele poderia ser aprimorado. O programa do governo federal só beneficia computadores pessoais de baixo custo. A insenção fiscal a computadores com opção de venda sistema operacional livre poderia ser levada a todos os computadores, independente de valor e aprovação pelo programa do governo.

Estou encaminhando este comentário para a deputada Raquel Teixeira e para o deputado federal Walter Feldman aqui de São Paulo, recomendando o apoio a esta proposta porém com alterações.

Porque recomendei a compra de um software proprietário para a instituição publica que trabalho

Há dois anos a equipe de informática em que eu trabalhava precisou de uma ferramenta especifica para planejamento de sistemas com gráficos UML. Após alguns dias de testes com varias ferramentas, algumas livres e outras pagas, entendemos que as opcoes livres disponíveis eram muito instáveis e que não ofereciam todos os recursos necessários. As ferramentas preferidas foram o Argo UML e o Borland Together, a primeira livre e a segunda comercial. Aquela época o Argo não oferecia o pouco que precisávamos: uma boa ferramenta de diagrama de classes seria o suficiente. A versão testada era instável, tendo fechado varias vezes durante os testes sem nenhum motivo aparente. Optamos pela ferramenta comercial da Borland pois parecia ser a opcao que oferecia o menor custo ao Estado, considerando que a ferramenta era completa e estável e parte da equipe tinha vivencia com o ambiente Borland, o que significa uma importante economia com treinamento de pessoal. Por fim, o Together oferecia uma integração com a ferramenta livre Eclipse, utilizada pela equipe.

Feita a opcao passei um memorando expressando minha recomendação para a administração. Pouco mais de um semestre depois e passado um processo moroso de compra, a mesma foi concluída e recebemos o software, já defasado e incompatível com nossa versão de eclipse. No pedido de compra solicitamos uma versão especifica do Together, sem levar em conta de que durante o processo compra uma nova versão poderia ser lançada, como de fato aconteceu. Mas como eu poderia saber?

O infeliz desfecho é que trabalhos durante muito tempo sem documentação UML em função da ineficácia da administração em comprar o software em temp adequado. Hoje o Argo passou para um outro time de desenvolvedores, e aqueles bugs mais irritantes já foram corrigidos. Consigo gerar meus diagramas de classes tranquilamente e tenho uma exportação para código java bastante útil para projetos recém especificados. Vez por outra me pergunto se eu deveria ter me empenhado mais em fazer o processo de compra do Together andar mais rápido, mas acho que não. Teria sido um desperdício maior ainda me desviar da minha ocupação de desenvolvedor para desbravar o mundo desconhecido do processo administrativo de compra de software. Outras opcoes, como baixar o codigo fonte do Argo e desenvolver as funcionalidade eu mesmo eram custosas demais, e acabei deixando de lado. O software livre é uma tendencia interessante, cujas vantagens para os usuarios é inegavel, e para os desenvolvedores é quase sempre vantajoso. Determinar quais as condicoes em que vale a produzir um software livre é uma tarefa mais dificil do que parece.