2012.03.10 B: Mansão do Príncipe Gong e Beihai


A Mansão do Príncipe Gong fica no meio das hutong entre Beihai e os lagos mais ao norte. Uma vez que serviu de residência imperial, a estrutura dos prédios não é muito diferente da Cidade Proibida. Aqui tem menos cômodos abertos ao público, e muitos são lojinhas ou exposição de artistas contemporâneos.

O mais interessante aqui é o jardim que fica ao norte, com lagos e muitas pedras. As pedras têm um papel importante nos jardins chineses. Como estamos no final do inverno as plantas ainda não se animaram em desabrochar. Ficamos com os lagos, as pedras e os corajosos patos que entram na água mesmo com todo o frio que está fazendo.

Saindo da Mansao, mais ao sul, fica o Lago norte, Beihai (北海), que é um lago gigante que fica a oeste da cidade proibida. Entramos no muro norte onde existe um jardim botânico bem charmosinho, meio labiríntico. O lago principal é tão amplo que gera um vento forte que levanta algumas marolinhas na água. Andar sem uma jaqueta corta vento deve ser difícil.

Lá no meio do lago tem uma ilha com uma adaba branca em estilo tibetano, construído em homenagem ao Dalai Lama pelo imperador da China alguns séculos atrás. O Tibet faz parte da China faz um bom tempo, e o movimento separatista que existe hoje surgiu como reação dos senhores de terra tibetanos que não aceitaram a reforma agrária da República Popular da China por volta de 1950. Do alto da adaba branca é possível ver um pouco da cidade proibida e os condomínios dos políticos de alto escalão, logo a oeste. É como morar perto do Central Park, eu acho.

A experiência culinária de hoje envolveu comer Baozi (包子), um pãozinho branco com recheio e cozido no vapor. Paguei o mico de ficar uns dez minutos consultando o dicionário para só depois descobrir que havia um menu em inglês: as olimpíadas 2008 mudaram bastante essa cidade, felizmente. Ainda assim demoramos tanto para pedir que a fila triplicou atrás de nós: a mulher do caixa foi muito paciente 🙂

Comemos baozi de legumes, cogumelos e carne bovina, além de um pratinho de raiz de lótus no leite de soja de laranja: tudo gostoso.

Depois descobrimos um mercado grande mais ou menos perto do hostel. Atrás de uma porta dupla, mas discreta, descendo ao subsolo, um mercado grandão! Como seção de eletrodomésticos e tudo. Aos poucos estamos entendendo a estrutura da cidade. Em cima deste mercado, no térreo, e também meio escondido, um espaço grande com vários lojinhas vendendo roupas, eletrônicos, feira de vegetais e peixes vivos. A sociedade chinesa é tão distante culturalmente da brasileira, que às vezes eu acho mais divertido andar nessas lojinhas do que visitar uma residência imperial antiga.

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