2012.03.14 Palácio de Verão e a Ópera de Pequim


É possível chegar ao palácio de verão usando a linha quatro do metrô. O palácio fica dentro de uma parque enorme. Existe uma estação bem ao norte do parque. Para variar um pouco, não é esta a entrada principal. Várias vezes fizemos a visita aos lugares percorrendo o lado contrário, o que pode ser um problema pois as coisas fecham um pouco mais cedo em função do horário de inverno. E dá nós dois correndo para ver a atracão principal quando falta poucos minutos para fechar…

Bem ao norte do parque encontramos uma rua chamada rua Suzhou. É uma réplica das ruas de uma cidade que fica próxima a Shanghai, que é conhecida como a Veneza chinesa, com vários canais e pontes bonitas.

O parque todo é marcado pela presença de um grande lago. Ao norte do lago existe uma montanha com alguns templos. Ao pé desta montanha ficam os barquinhos, que ainda não estavam operando pois o lago ainda estava com gelo demais para navegação. Fizemos uma volta completa no lago, o que deu uns cinco quilômetros de caminhada. A caminhada teria sido mais agradável se meus pés não doessem tanto com a bota que eu comprei aqui. Acontece que eu estava esperando muito mais frio do que o que está fazendo. E se a bota é uma boa opção para pisar sobre o gelo e sobre a neve, por outro lado ela machuca muito os pés durante longas caminhadas. Como eu trouxe do Brasil um tênis desconcertantemente velho, acabei jogando ele fora assim que comprei a bota. Que saudades do meu tênis velho…

No final da nossa caminhada encontramos o palácio propriamente, ou seja, os aposentos em que o imperador da China usava durante sua estadia. Não me parece razoável ter uma casa de verão tão perto da casa comum, e na mesma altitude, afinal a temperatura daqui é bem parecida com a temperatura da Cidade Proibida, onde era a residência oficial. Não é a toa que a última dinastia construiu um palácio de verão a 250km de Beijng: para ter um lugar mais fresco para se passar o calor do verão. O problema é que eles levavam sete dias para chegar lá.

A ênfase dada neste passeio é dada para a agressão estrangeira no inicio do século XX: para forçar a abertura dos portos com Inglaterra e França, os ingleses e os franceses colocaram fogo em várias construções históricas daqui. Como a maioria era feita de madeira, pouco sobrou das construções, mas algumas foram reconstruídas.

De noite fomos ver a Ópera de Pequim em um show bem turistão, mas que pelo menos tinha legendas em inglês. Depois eu liguei a TV em um canal que só passa ópera tradicional chinesa, e me pareceu que o show que vimos foi bem feito. Eu quase não falo nada de chinês, mas pelo pouco que acompanhei, me parece que os textos usam um chinês mais antigo. Será só impressão minha?

O jeitão de cantar as falas é bem característico. A apresentação que vimos teve cinco mini histórias. A que achei mais dramática mostra um oficial de um exército chegando em casa depois de perder uma batalha para os Han. Han é o nome da maior etnia chinesa: 90% das pessoas é Han. A esposa dança para o oficial para que ele se sinta bem. No final da dança um soldado avisa que eles estão cercados pelos inimigos. O oficial manda a esposa lhe acompanhar na batalha pois ele vai protege-la. A reação dela é dizer que uma mulher no campo de batalha seria muita distração, e que ela não deveria atrapalhar. Em um momento de falta de atenção dele ela apanha a sua espada e se mata.

Parece bobinho? Talvez. Mas eu achei dramático, no bom sentido, claro.

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