2012.03.18 É neve, maluco!, e o Museu Nacional da China


Não é muito comum nevar nesta época do ano, mas aconteceu de nevar um pouco durante a madrugada, e pela manhã os telhados das casas e dos carros estavam cobertos de neve, trazendo uma ótima oportunidade para fotos. Não, eu não usei minha bota de neve. Usei meu tênis novo chinês que não machuca meus pés. Caiu um pouquinho de neve em cima, mas logo eu tirei, antes que molhasse de verdade meus pés.

Muita gente estava tirando fotos da neve também. É bem legal!

A cada cinco anos o Partido Comunista Chinês se reúne em Beijing para discutir o destino da política nacional. É quando se reúnem os representantes de cada província para reuniões e decidir certas coisas. O modelo de centralismo democrático é desconhecido no ocidente, a não ser por aqueles que tiveram algum contato com o antigo partidão 🙂

As decisões são tomadas em reuniões fechadas a não membros do partido, e não é permitido divulgar o voto vencido. Ou seja, se você não concorda com alguma coisa você pode registrar sua opinião em uma instancia superior do partido. Se você divulgar para alguém de fora, como um jornalista, você pode ser advertido ou expulso por não cumprir a constituição do partido.

O resultado prático é que publicamente as votação são todas consensuais. A cada pública do partido é a cara de um corpo coeso, decidido em uma única direção. Algo impensável no ocidente, mas na China se chama democracia também.

Durante as semanas que o partido está reunido o hall do povo e o mausoléu de Mao Tsé Tung ficam fechados para o público. Qual é a chance de se estar em Beijing durante o congresso? Pequena, mas é justamente o período que estamos visitando. Um dia depois de nossa saída da capital o encontro acaba, e esses dois lugares vão abrir novamente ao público, mas daí estamos longe…

Resolvemos ir ao Museu Nacional da China, que fica junto a Praça Tiananmen e não estava fechado. Grande, o museu tem várias exposições temporárias. Vimos coleção de dinheiro antigo, peças de jade e bronze antigos, inclusive um pote de bronze da dinastia Tang, com uns 4 ou 5 mil anos. Também vi uma mostra de cultura pop com desenho animado, quadrinhos, livros e jogos eletrônicos, todos chineses. Será que daria certo traduzir para vender em português esses quadrinhos no Brasil?

No centro do primeiro andar tem uma mostra de quadros que conta a história da fundação da República Popular da China, com a guerra em Nanjing, a grande marcha até Xian e depois mais guerra e a tomada de Beijing. Lembrei das aulas de antropologia da professora Lilia Moritz Schwartz, que ensinou a ler esse tipo de quadro contando histórias oficiais e montando a imagem pública do grande estadista.

No subsolo uma mostra permanente muito completa falando tudo sobre a China: dinastia Qing, Ming, Yuan, coisas do tempo dos três reinos, um monte de estátuas, achados históricos de uma vila no centro da China, por volta do ano quatro mil antes de Cristo, o homem de Pequim… Ops! Visitamos a exposição pelo lado contrário! :-p

De noite embarcamos para Xian. O trem saiu da estação oeste de Beijing. Como compramos a passagem na estação de trem central, não tínhamos idéia do tamanho desta outra estação, que obviamente é maior que a primeira. Aliás, já comentei que aqui tudo é gigante? A viagem durou doze horas, e fomos deitados na caminha de cima. Eu consegui ouvir um nerdcast e ler um capítulo das crônicas de gelo e fogo. Dia primeiro começa a segunda temporada de Game of Thrones, e eu estou longe de terminar de ler o segundo livro…

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4 Comments

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      Felipe S. Gomes

      Ah, mas eu pensei a mesma coisa quando eu postei a foto: é meio simples mas é bem legal a bicicleta forrada de neve. Mas talvez o dono dela não tenha achado assim tão legal, né? É a vida…

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