2012.03.26 Viagem de trem de Nanjing para Hangzhou

Fizemos questão de comprar uma passagem de trem no melhor tipo de trem que tem por aqui. Fora o maglev que faz o centro de Shanghai até o novo aeroporto, o trem tipo G que pegamos hoje deve ser o melhor. Chegamos a fazer 300km por hora. Nesse trem tinha a descrição de primeira e segunda classe. Fomos na segunda classe, mas estava acima de qualquer padrão dos trens que pegamos. Ufa, que bom!

Saímos de Nanjing, passamos por Suzhou, Shanghai e terminamos em Hangzhou. Percorremos no total 470km, e não passamos por nenhum trecho desabitado, o que eu achei impressionante! Teve um pequeno trecho com mais plantações do que casas, mas ainda assim tinha bastante casa. Esse trecho do planeta Terra é realmente bastante povoado! Não foi possível identificar onde acabava uma cidade e onde começava a outra. É tipo sair de São Paulo e chegar ao Taboão da Serra: é o mesmíssimo perímetro urbano. Com a diferença que se percorre um trecho como São Paulo até Niterói.

Quando chegamos em Hangzhou o hostel que queríamos indicava uma rua que não existia no mapa. Andamos um tanto por aí com a mochila pesada nas costas até resolvermos tomar um café no Costa Café, que é uma rede tipo starbucks. A Ana Paula tirou uma foto muito boa do por do sol ao lado deste café. De lá eu escolhi um outro hostel, sem saber se tinha vaga e continuamos descendo a avenida e de repente esbarramos no primeiro hostel: ainda tinha quarto vago neste hostel, apesar de não constar nada disponível no site. Ficamos aqui mesmo. Mas a rua não consta no mapa: que raiva!

Fizemos umas andanças pela cidade e acabamos andando alguns kilometros meio que aleatóriamente. Na verdade foi totalmente aleatório. Vimos umas pipas com luzes coloridas no céu e seguimos o fio. Encontramos um parque com um monte de gente dançando ao ar livre, os tios soltando pipas com luzes de leds e crianças andando de patins. Seguindo a rua tinha um monte de barraquinhas com troços que turistas gostam de comprar (menos comida). Seguimos mais adiante até a torre do tambor. Dali pra frente tinha comida, mas coisas que eu considero estranho demais. Cheguei me interessar por duas barraquinhas, mas nas duas a comida que achei bonita tinha porco. A Ana Paula Acabou comendo o bolinho sozinha. Eu comi sanduíche do McDonalds mesmo. Que lástima!

Ah, tinha um frango bem curioso: um tanto de frango envolto em não sei o quê, mais uma camada de barro e cozido. Eu só não pedi isso porque nao dava para ver quais partes do frango vinha, e me parece que o povo daqui só curte comer as partes do frango sem carne: pescoço, perna, asa… Onde será que foi parar o peito de todos os frangos, né?

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4 Responses

  1. Tem uma foto um pouco escura que tem um garçom passando com uma bandeja e atras dele vários aquários com frutos do mar vivos. A cômoda realmente é b fresca!
    O nosso café / almoço foi um tipo de panqueca de massa folhada e um ovo frito na chapa com catchup feito numa barraquinha de rua perto do metro!

  2. Realmente é um Stress sair a procura de um hostel com 2 mochilas pesadas e tendo um endereço do tipo “pegue o ônibus 5 na estação de trem e desça perto de uma praça com árvores e siga caminhando por 10 minutos”. Talvez funcione em uma cidade que tenha 2 ruas mas aqui na China todas as cidades são enormes!

  3. Esta foto do por do sol em meio aos salgueiros parece uma pintura. Ficou com uma aura bastante mágica.
    Aliás o trecho em que descreve vocês seguindo as pipas de LED também ficou bem poético.
    Que vontade de ter estado lá também! 😉

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