Parque Estadual Carlos Botelho

Hoje o Parque Estadual Carlos Botelho comemora aniversário. Eu fiz uns videos e fotos do parque.

Kinkaku-ji do Brasil

No último fim de semana visitei o Kinkaku-ji do Brasil, que é um jardim japonês com dois templos, em Itapecerica da Serra. A Ana Paula fez fotos e vídeos. Eu também fiz um vídeo:

2012.03.27 Um chá, um passeio

Sopa de legumes com ovo cozido

Tem uma rede de restaurante bacaninha na China chamada CHA MATE. Isso mesmo, com tudo em maiúsculo. Em chinês o nome é 一茶一坐, que siginifica “um chá, um passeio”. Mas eu gostei do lugar para almoçar ou jantar mesmo.

Fomos convencidos a comer no restaurante por uma funcionária universitária que falava bem o inglês. A Ana Paula comeu uma sopa com legumes acompanhado de um ovo escuro. O pessoal gosta de comer ovo cozido temperado. Esse aqui parece ser de pata e cozido com shoyu, talvez.

Eu fiquei com um prato chamado Bibimbap que eu costumo comer no restaurante Bueno, na Liberdade. O arroz vem em uma panelinha de ferro bem quente, já com alguns legumes cozidos. O ovo é quebrado sobre a panelinha na sua frente, e dentro de poucos instantes ele cozinha com o calor. Na foto dá para ver uns mini camarões sequinhos e um tempero. Dica: deixar o arroz parado um tempinho até criar uma casquinha na panela. Fica bom!

Bibimbap: um tipo de risoto coreano servido na panela de ferro

Dim Sun no restaurante Cha Mate: comida tí­pica de Taiwan

2012.03.26 Viagem de trem de Nanjing para Hangzhou

Fizemos questão de comprar uma passagem de trem no melhor tipo de trem que tem por aqui. Fora o maglev que faz o centro de Shanghai até o novo aeroporto, o trem tipo G que pegamos hoje deve ser o melhor. Chegamos a fazer 300km por hora. Nesse trem tinha a descrição de primeira e segunda classe. Fomos na segunda classe, mas estava acima de qualquer padrão dos trens que pegamos. Ufa, que bom!

Saímos de Nanjing, passamos por Suzhou, Shanghai e terminamos em Hangzhou. Percorremos no total 470km, e não passamos por nenhum trecho desabitado, o que eu achei impressionante! Teve um pequeno trecho com mais plantações do que casas, mas ainda assim tinha bastante casa. Esse trecho do planeta Terra é realmente bastante povoado! Não foi possível identificar onde acabava uma cidade e onde começava a outra. É tipo sair de São Paulo e chegar ao Taboão da Serra: é o mesmíssimo perímetro urbano. Com a diferença que se percorre um trecho como São Paulo até Niterói.

Quando chegamos em Hangzhou o hostel que queríamos indicava uma rua que não existia no mapa. Andamos um tanto por aí com a mochila pesada nas costas até resolvermos tomar um café no Costa Café, que é uma rede tipo starbucks. A Ana Paula tirou uma foto muito boa do por do sol ao lado deste café. De lá eu escolhi um outro hostel, sem saber se tinha vaga e continuamos descendo a avenida e de repente esbarramos no primeiro hostel: ainda tinha quarto vago neste hostel, apesar de não constar nada disponível no site. Ficamos aqui mesmo. Mas a rua não consta no mapa: que raiva!

Fizemos umas andanças pela cidade e acabamos andando alguns kilometros meio que aleatóriamente. Na verdade foi totalmente aleatório. Vimos umas pipas com luzes coloridas no céu e seguimos o fio. Encontramos um parque com um monte de gente dançando ao ar livre, os tios soltando pipas com luzes de leds e crianças andando de patins. Seguindo a rua tinha um monte de barraquinhas com troços que turistas gostam de comprar (menos comida). Seguimos mais adiante até a torre do tambor. Dali pra frente tinha comida, mas coisas que eu considero estranho demais. Cheguei me interessar por duas barraquinhas, mas nas duas a comida que achei bonita tinha porco. A Ana Paula Acabou comendo o bolinho sozinha. Eu comi sanduíche do McDonalds mesmo. Que lástima!

Ah, tinha um frango bem curioso: um tanto de frango envolto em não sei o quê, mais uma camada de barro e cozido. Eu só não pedi isso porque nao dava para ver quais partes do frango vinha, e me parece que o povo daqui só curte comer as partes do frango sem carne: pescoço, perna, asa… Onde será que foi parar o peito de todos os frangos, né?

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2012.03.25 Hanami em Nanjing e a tumba do 1o. imperador Ming

Chegamos a Nanjing cansados de tanto andar nas cavernas de Longmen e cansados de viajar em um trem que não era muito bom. Fomos de metrô até o hostel que escolhemos pela internet. Encontrar hostel usando as indicações que os próprios hostels colocam no hostelworld é uma aventura. Por algum motivo nenhum, NENHUM, hostel coloca o nome do hostel ou da rua em chinês. Ao invés disso é colocado o nome e o endereço com letras latinas. O resultado é que fica difícil encontrar o endereço tanto para quem sabe quanto para quem não sabe chinês. Todos os hostels eu encontrei essa dificuldade.

Com alguma dificuldade encontramos o hostel, mas não tinha vagas. Fomos atrás do único que constava vaga no site. Fica dentro de um campus universitário, eu acho. A rua não existia nos mapas, nem no Google e nem no chinês Baidu. Saímos do metrô e depois de quase dois kilometros andando com as malas eu saí perguntando do hostel para dois porteiros e para dois garotos jogando bola. Ninguém falava nada de inglês. No máximo apontavam para uma direção e falavam um monte de coisa. Felizmente todos os quatro apontaram para a mesma direção, de forma que conseguimos chegar lá :)

Com um único dia para conhecer uma cidade tão grande como Nanjing tivemos de escolher uma atracão turística meio que na sorte. Escolhemos ver o túmulo do primeiro imperador da dinastia Ming. A dinastia Ming começou em Nanjing, que significa capital do sul, e logo se mudou para Beijing, que significa capital do norte. Fomos de metrô e quando chegamos na entrada do parque vimos que tinha uma galera indo pro parque também. Pensamos que era movimento normal de domingo, mas provavelmente estava com um movimento muito maior ainda pois estava tendo festival da florada das cerejeiras.

Nós sabíamos que a florada das cerejeiras é um acontecimento e tanto no Japão. Lá eles chamam de hanami. Lá no Japão é costume fazer piquenique nos parques. Descobrimos que aqui também é costume. Muita gente traz lanche e baralho. Alguns estendem uma toalha no chão, muitos outros armam uma barraca iglu para passar o dia em baixo das cerejeiras. As flores da cerejeira são uma das primeiras a se abrir depois do inverno, e depois de poucos dias caem. Depois de passar semanas vendo Beijing, Chengde e Xian tomados das cores cinzas e marrom opaco, é bem legal ver as cerejeiras em flor.

Ainda comemorando a florada estava tendo um festival no parque, além de barraquinhas de comida e brinquedos para as crianças. Parecia um mega matsuri que costuma ter no bairro da Liberdade. Só que chinês.

Hoje me ofereci para tirar fotos de um casal. Ele estava tentando equilibrar a câmera em uma árvore para tirar foto dele com a namorada. Ele me agradeceu muito e eu continuei andando. Depois de uns quinze minutos a namorada dele me chamou pedindo para eu tirar uma foto com ele! Tirei a foto, e a Ana Paula aproveitou para tirar a foto também. Perguntei o que ele fazia: os dois são universitários. Ele faz economia e ela medicina. Tiveram contato com um laowai (estrangeiro) e quiseram uma foto para lembrar, ahah.

A tumba do primeiro imperador Ming ficou ficou meio perdido no meio de tanta gente. Inclusive perdemos o caminho, no meio de tudo, mas depois eu encontrei de novo, usando o mapa de satélite. Muito antiga, a tumba e todos os prédios que compõem o memorial do primeiro imperador Ming, tiveram de ser reconstruídos durante a dinastia Qing. É praticamente impossível encontrar algo com mais de duzentos anos que não tenha sido refeito. Especialmente em Nanjing, uma cidade tão castigada por guerras. Ah sim, nós fizemos o caminho meio que pelo inverso…

Na saída encontramos algumas noivas e noivos fazendo fotos no parque. É bastante comum encontrar casais com vestido de festa fazendo book. Eventualmente encontramos pessoas fazendo book mas sem roupa de casamento. O mais atípico para nós, ocidentais, é o vestido de casamento vermelho, já que esta cor é praticamente impensável no Brasil. Mas vimos vestidos de noivas creme e dourado também. O branco eu não me lembro de ter visto…

Óculos é fashion! Hoje a Ana Paula tirou foto de uma menina do metrô usando óculos sem lentes. Como se fosse um acessório. Tipo: algumas garotas usando arquinhos na cabeça, outras laço e tem quem use óculos. Sem lentes mesmo. Já tínhamos reparados em muitas meninas que usam óculos assim, sem lente. Mas só hoje conseguimos uma foto para ilustrar. Muito curioso :)

Comidas de hoje: sorvete de feijão azuki de manhã, baozi com recheio de carne bovina na feirinha e Pizza Hut de noite. Detalhe: no Pizza Hut pedimos risoto chinês e macarrão. Não pedimos pizza…

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2012.03.24 B Viagem de trem Luoyang – Nanjing

Essa viagem foi um tanto desconfortável. Deixamos para comprar o bilhete muito próxima da viagem, como eu contei e outro post, e acabamos tendo de comprar um leito duro em um trem mais lento.

Quando entramos percebemos que o vagão tinha mais leitos por metro quadrado que o anterior que viajamos. A outra viagem que fizemos dormindo foi em um trem tipo Z em um soft sleeper, ou seja, um leito macio. A cama ficava em uma cabine com quatro pessoas. A cama tinha luzes individuais e quando eu fechei a porta ficou tudo escuro e silencioso. O trem de hoje era do tipo K e o leito se chamava hard sleeper, leito duro. Eu não achei que a cama fosse muito dura, mas ao invés de beliche havia três andares de cama e sem as cabines.

Eu também tive a impressão que as pessoas falavam mais alto, mas provavelmente o que mais incomodou era um menino de uns dois anos que gritava e jogava coisas no chão, por mais que a mãe tentasse conter o garoto. Mas depois de duas horas eu acho que ele dormiu direitinho. Eu, pelo menos, durmi direitinho :)

PS: ficamos nas camas mais baixas. Apesar de ser mais seguro, todo mundo senta e pisa na sua cama para subir nas camas de cima, ainda que tenha uma escadinha feita para tal…

PS2: na foto aparece meu pé, na cama de baixo, a vizinha sentada no corredor, e acima de mim a cama do meio e a cama de cima.

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2012.03.24 A Cavernas de Longmen

As cavernas de Longmen são o grande atrativo desta cidade. As cavernas são da época em que Luoyang era capital de uma dinastia chinesa. Naquela época era costume entalhar estátuas a beira de um rio. Antes da capital se mudar para Luoyang as cavernas também eram feitas, em Datong. Com o risco de invasão bárbara a capital mudou para o sul e as cavernas começaram ser feitas aqui, em Luoyang.

Existem ao todo mais de duas mil cavernas, contando com as pequenas que não chegam a ter um metro de altura. Em geral a caverna tem um Buda ao centro, ladeado por outras duas figuras e em cima, no teto da caverna, uma flor de lótus representando a iluminação ou a transcendência do Buda.

Eventualmente encontramos alguma estátua do deus dos céus, mas isso é menos freqüente. Ao longo do tempo o estilo das estátuas mudou sensivelmente, tem algumas mais expressivas e outras mais sisudas.

No meio das cavernas tem uma caverna gigante com imagens em tamanho igualmente grande. É bem bacana de se ver. Deve ter dado um trabalhão fazer isso tudo.

As cavernas ficam a uns treze kilometros do centro da cidade, e usamos um ônibus de linha para chegar lá. Nessas horas é um grande alívio ter o celular com plano de dados ativado e o GPS funcionando, pois eu acompanho no mapa do telefone para saber onde estou. Pedir informações passa a ser bem menos importante. Eu escolhi um plano de dados da China Unicom, que é uma empresa menor que a China Mobile, mas oferecia um plano mais em conta e tem a tecnologia 3G. A China Mobile não tem 3G, e está planejando par direto para o 4G.

Quando estávamos a cerca de um kilometro das cavernas a estrada, que estava em obras, simplesmente parou em um engarrafamento básico. O ônibus abriu as portas e a motorista berrou alguma coisa em chinês e todo mundo desceu. Nós também descemos, meio perdidos. Perguntei para um senhor qual era a direção certa. Ele ficou muito satisfeito de saber que eu era brasileiro. Falou um montão de coisas sorrindo, apertou minha mão me cumprimentando. Não entendi uma palavra, mas ele parecia estar feliz :)

Juntou uma galera andando a pé na estrada em obras. Parece que tudo está em obras por aqui nesse país. Até algumas cavernas de Longmen estavam em obras, e o rio estava desassoreando. Ou seja, não andamos de barquinho aqui também :( . Na semana passada o político Wen Jiabao, anunciou que nos próximos cinco anos a China deve diminuir o ritmo da construção civil, a fim de evitar uma bolha imobiliária. Evitar a bolha imobiliária é muito bom, mas certamente haverá um ajuste na oferta de mão de obra. Ou seja, tem gente que trabalha na construção civil que vai ficar sem emprego. É um movimento inevitável.

No final do passeio tem uma casa com uma pequena exposição sobre o inicio da República da China, quando os nacionalistas estavam no poder. Não tinha muitas legendas, mas deu para ver um pouquinho da mobília e fotos da época. No finzinho ainda tinha um jardim chinês com a tumba de algum fulano, mas daí eu já tinha perdido o fio da meada. Fiquei olhando os peixinhos no lago do jardim mesmo :)

Ah, hoje um pai pediu para eu tirar fotos com os dois filhos dele. Motivo: minha cara de estrangeiro. Eu já tinha visto isso acontecer uma vez ou outra com outros estrangeiros. Também teve um dia, no jardim botânico do Palácio de Verão de Beijing, em que quatro meninas pediram para a Ana Paula tirar uma foto para elas, e todas ficaram em volta de mim. Eu ia tentar sair do meio delas mas antes eu perguntei: a foto é comigo? -Sim!, elas responderam. Eu dei uma gargalhada e a Ana Paula tirou a foto.

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2012.03.23 Viagem de Xian para Luoyang

Hoje pegamos um trem para Luoyang. Compramos o ticket na hora e por isso não conseguimos lugar no trem mais rápido, e também tivemos de sentar nos lugares chamados “hard seat”. Na verdade a diferença entre o hard seat e o soft seat não me pareceu ser a moleza ou dureza do banco, mas sim o espaço que se tem na poltrona. Como o hard seat é um pouco mais barato o vagão também fica bem cheio. Talvez seja um eufemismo para primeira e segunda classes. Não sei. É um chute meu, talvez movido pelo preconceito de se estar em um país comunista.

Dois chineses fizeram questão de puxar assunto conosco, em inglês. Os chineses parecem gostar de puxar conversa durante as viagens de trem, mas das outras vezes ninguém puxou assunto com a gente. O assunto era os destinos de nossa viagem, o fato da Ana Paula se parecer chinesa mas ser brasileira, e por consequência não falar nada em chinês, o grupo de paises chamado BRIC, como os chineses trabalham duro e são pobres, o futebol brasileiro, a partida de futebol entre Brasil e China e o campeonato europeu. Quem me conhece sabe que eu não sei bulufas de futebol, mas eu tentei fingir um pouco. Depois de um ponto eu acabo despontando as pessoas que se perguntam: mas como assim? Eu pensava que todo brasileiro gostasse de futebol! Pois é.

Logo que chegamos tentamos comprar passagem para ir embora para Nanjing e as passagens também tinham se acabado. Meu glossário de chinês é o suficiente para comprar uma passagem, mas desde que tudo dê certo: a linha que eu pesquisei na internet exista, e o tipo de lugar que eu preciso esteja vago. Infelizmente não tinha nenhum lugar no trem que queríamos, e tive de comprar um bilhete mais barato em um trem mais lento. Oops! Mais de dez horas em uma cama mais barata? Vamos precisar ter sorte amanhã de noite…

Estávamos de saco cheio de fazer mímica e por isso fomos até o centro da cidade para comer pizza Hut: pizza vegetariana e risoto de arroz, estilo chinês, claro. No caminho tirei fotos de uma vitrine com uma marca de roupas esportivas que provavelmente nunca fará sucesso no Brasil. Você compraria uma roupa destas para usar no Parque Ibirapuera? A foto da Ana Paula foi tirada em um shopping. Estava tendo promoção de calçados :) Na volta vimos um grupo grande de pessoas dançando ao ar livre numa praça. Os chineses adoram dançar em grupo nas praças públicas. Pena que estava muito escuro para se tirar fotos.

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2012.03.22 Pagode do Ganso Grande e Museu de Xian

Ao sul do cidade tem um pagode do ganso grande dentro de um parque bom de se passear. Fizemos a volta pelo pagode, mas não nos interessamos de entrar para ver as exposições. Depois de muitos dias vendo exposições é natural você ficar insensível. É impossível absorver muita informação histórica, então passeamos olhando o pagode meio de longe, as fontes de água e as barraquinhas turísticas. De noite tem um show das águas, mas faltou pique para voltar de noite aqui…

No final do parque encontramos um Pizza Hut, e comemos pizza e macarrão. Eles costumam servir uma bebida levemente quente. Parece chá; ou água morna com um pouco de sabor de… sapólio? Sei lá. Depois de trocentas vezes indo no Pizza Hut eu já estou me arriscando a tomar meia caneca dessa água. Faz um pouco de sentido tomar água morna quando está frio. Aliás, teve um dia frio, aqui em Xian, que compramos água em uma barraquinha na rua e o vendedor ofereceu uma garrafa melhor, quentinha. Imagina? Eu peguei a gelada mesmo :)

Dizem que o melhor museu histórico para se visitar na China é o museu histórico de Xian. Eu não sei se chega a ser melhor que o museu histórico da China que fica a leste da Praça Tiananmen, mas me pareceu tão bom quanto. Desta vez resolvemos esperar um grupo entrar e uma das salas para ir atrás e fazer a visita pelo lado correto. Desta vez nós começamos a visita pelo neolítico, onde havia uma plaquinha explicando, em chinês, a geografia de Xian. Pelo que observei e ouvi de uma guia, que explicou em inglês, Xian fica no meio de uma cadeia de montanhas. Tem montanhas ao norte, oeste e sul. Somente a leste existe uma abertura na cadeia de montanhas, permitindo a entrada pelo rio amarelo. Bastava proteger aquele lado de qualquer invasão estrangeira. Provavelmente foi essa característica que permitiu que Xian permanecesse como capital da China por tanto tempo.

Foi logo depois da unificação da China que a rota da seda foi estabelecida, criando um canal de comunicação sem precedentes entre ocidente e oriente. Eu tenho a impressão que a Pérsia era o maior centro mercantil da época, mas a seda e a qualidade dos metais e cerâmica chineses eram produtos que só eram encontrados aqui, pelo menos com a melhor qualidade possível naquela época.

Neste museu também tem várias peças de cerâmica de três cores, que é uma técnica que eu acho feia, mas que é bem valorizado nos museus e livros. As cores estão até hoje nas peças. Ou seja, posso achar feio, mas não posso dizer que é de má qualidade, não é mesmo?

Por volta do século V a influência budista na China está registrada em várias imagens de Buda.

De noite a Ana Paula se aventurou em um restaurante com “english menu” onde não dava para entender nada. No final ela apontou e pediu um porco agridoce com refogado de arroz. O porco tinha cor de frango e gosto de peixe, segundo ela. Carne sem gordura, como se fosse o peito do frango. Eu não me arrisquei, nesse restaurante. Acabei comendo um prato estranho pra dedéu no Häagen Dazs: uns pratinhos de sushi de sorvete com chocolate, sopa de feijão azuki com umas amêndoas que eu não tenho certeza, mas pareciam macadamias, e uns cortes de kiwi, banana e um pedaço de bolo quente de chá verde com feijão azuki cozido em volta. Não era bem um jantar, mas acabou sendo :)

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2012.03.21 Guerreiros de Terracota

O primeiro imperador da China construiu um exército enorme de guerreiros de terracota para que fossem enterrados junto dele. Cada guerreiro tem uma feição diferente, uma posição única. O mausoléu do imperador, naquela época, costumava ter uma montanha erguida sobre a tumba, o que formava um pequeno monte. É engraçado notar uma leve semelhança entre os ritos funerais do faraó egípcio e do imperador da China, mesmo sendo civilizações que não deviam manter contato algum: enterrar jóias, o que me parece bem normal para qualquer cultura, levar um exército para a outra vida e erguer um monte ou uma pirâmide em cima.

Deve ter uns mil guerreiros escavados e montados em suas posições originais. Os guerreiros são impressionantes, mas boa parte deles estão debaixo da terra. Ainda tem muito, mas muito trabalho a ser feito. Eu diria que eles tem pelo menos mas 50 anos de escavação para desenterrar todos os 6 mil guerreiros e montar todos apropriadamente. Isso se não forem encontradas mais relíquias naquele lugar.

Café da manhã foi no McDonalds que fica perto da estação de trem. Eles servem um hambúrguer com queijo e ovo frito com café. Teve dias que compramos uns docinhos cozidos que o pessoal vende na rua, em pontos movimentados. Não sei o que o pessoal come de salgado de manhã, mas hoje de manhã tinha alguns hospedes chineses comendo noodle instantâneo, tipo Cup Noodles. Para pegar ônibus na China você precisa ler um pouquinho de chinês, conforme você pode observar na foto que a Ana Paula tirou. Cada ponto tem uma lista das linhas de ônibus que é o número dentro do circulo verde. Na faixa azul tem o horário de circulação da linha e um baixo uma linha vermelha fina indica a direção de circulação do ônibus. No centro tem uma lista de estações, ou pontos, de ônibus. Cada estação está escrita de cima para baixo, com duas ou mais letras. A estação atual sempre está escrita em vermelho. Na foto nós estamos na estação Portão Sul, NánMen (南门). A partir desse nome você procura nas linhas seguintes o seu destino e pronto! Pra quem não lê chinês dá um pouco de trabalho, mas é possível se virar…

Jantar: saí até uma lojinhas na rua para comprar um noodle para a Ana Paula e um iogurte para mim. O noodle, tipo Cup Noodles, eu achei fácil, a uns 300 metros do hostel. Tive de andar pelo menos mais um km para achar um iogurte. Achei meio estranho estar fora da geladeira, mas como estava frio e eu estava cansado acabei comprando. Quando cheguei de volta no hostel e sentei para comer descobri que o iogurte estava começando a azedar. Preferi jantar uns bolinhos e chá quente que comprei ontem no Wall Mart. Droga!

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